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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Existe um lugar...




Existe um lugar que é o melhor lugar entre todos os lugares
Não falo sobre estar na frente de uma câmera
Não falo de estar "me apresentando" na igreja
Não falo de estar no altar
Falo desse lugar de intimidade
Mesmo que na frente de todos
Esse lugar é só nosso
E de mais ninguém
Mesmo que compartilhado com outros
Ainda é só nosso
Meu
E de Deus
Onde o meu coração é completamente dele
Ah, e os meus braços são dele
As minhas pernas movem por ele
O meu olhar não está em lugar nenhum além dele
O meu sorriso é o maior dos sorrisos, pois é para Ele
Os meus pensamentos não vão a lugar algum,
Estão com ele
E até mesmo o meu respirar
Entrego a ele
E fico sem fôlego em sua presença
Mas ele mesmo me renova
Pois eu sou dEle
E ele é meu
E este lugar é qualquer lugar
Desde que eu esteja com Ele
Louvando a Ele
Exaltando Ele
Dançando para ele.
Um lugar de adoração
Um lugar de entrega
Um lugar de amor
E por amor eu danço pra ele
E com Ele
Mas porque ele primeiro me amou
E me deu vida
A vida que vivo pra ele.


Ariane Machado


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Fonte dos desejos


Quantas vezes nos vemos diante de situações em que gostaríamos de que, por um segundo, uma moedinha jogada no fundo de uma fonte realmente nos garantisse um desejo realizado. Ah, quão bom seria se fosse tão fácil, uma única moedinha de qualquer valor, e “zas!”, problema resolvido, confusão desfeita, sonho realizado, ou o que quer que fosse o nosso problema.

Porém, os autores de ficção inventaram algo melhor que uma fonte de desejo, em vez de um único desejo, poderíamos esfregar uma lâmpada e trazer a nós um gênio, ele então realizaria não um, nem dois, mas três desejos. Não precisaríamos nos limitar ao mais urgente ou importante, poderíamos ter um pouco de tudo.

Mas, alguns têm falado de um gênio sem limites, uma fonte de desejos alimentada não por moedas, mas por fé. Sim, depois de nos iludirem nos livros infantis e diversos filmes com diferentes versões daquele que realizaria as nossas vontades, trouxeram para a vida real.

Na verdade, essa fonte de desejos existe, ele só não é uma fonte, como dizem. Não basta jogar um pouco de fé e “zas!”, oração atendida. Ele é capaz de fazer mais do que qualquer criação das histórias infantis, Ele vai além do que qualquer ser humano já foi capaz de desejar. Sim, eu falo de Deus, não aquele que você acha está esperando a sua próxima lista de pedidos, eu falo do Deus que está ansioso esperando que você fale com ele, com alguns pedidos talvez, mas com a gratidão pelos que já realizou, e a confiança apesar dos que não saíram bem como você queria.

Eu falo do Deus que, mesmo tendo o mundo sob seus pés, e o domínio sobre os anjos e cada animal da terra e mar, deseja que você fale com Ele. Isso mesmo, só fale. Fale como foi o seu dia, como foi difícil aquela situação mais cedo, conte para Ele o que você sentiu naquela hora, mas lembre-se também de falar daquele momento em que notou o sol, e como você achou bonito o céu hoje, e agradeça por aquele passarinho que você ouviu e parecia estar cantando especialmente para você.

Conte para Ele os seus sonhos, o que você está planejando para o fim de semana, e sobre aquilo que você está planejando comprar, não, não se preocupe, ele não acha isso bobo. Na verdade, Ele é um Pai muito dedicado, e fica encantado quando você mostra interesse por ele, e quando você gasta tempo contando suas coisas para ele, ele também tem interesse por você.

Ele não é uma fonte sem vida que está lá apenas para te realizar, Ele é uma pessoa que deseja se relacionar contigo. Ah, como Ele deseja isso! Ele quer amar-te e ser amado por ti. Ele quer a sua companhia, e também estar contigo. Ele também quer te fazer feliz, realizando alguns desejos seus, mas principalmente realizando os dele, e na hora dele, porque Ele sabe exatamente o que você precisa, e qual o momento ideal. Fale com Ele, confie nele, e se entregue a Jesus Cristo por completo.

Ariane Machado

terça-feira, 2 de maio de 2017

Encontrando o Autor



De todas as belezas criadas por Deus, a que mais me encanta e me leva a todas as noites busca-la, é o céu negro coroado de estrelas. Mas em cada noite, e a cada estrela eu peço ao Senhor que elas me direcionem a Ele. E em mais um desses pedidos, eu pude entender algo que o Senhor sussurrava a mim, insistentemente.

“Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas”


Eu clamava “que olhar as estrelas me levem a ver o seu Criador, Senhor” e clamor crescia para “que olhar cada criação me leve a ver o Criador, Senhor” e conclui olhando para o homem.

“Que ao olhar para o homem, eu encontre a Ti, Criador, na beleza da criação, na complexidade do sistema nervoso, em cada toque do seu amor. E na bondade de quem, com amor, oferece um abraço, um carinho. Mas que eu também consiga notar a sua ausência num rosto sem paz ou alegria, num coração sem amor.”

O versículo escrito por Paulo faz de Cristo o motivo, a razão, o alvo, certamente, o foco. Nada mais importa que vejamos, por que Jesus é o foco. E entendendo isso, eu posso olhar para uma criança que brinca feliz e encontrar Jesus nela, a alegria que vem dos céus, a leveza e inocência da infância que tanto tem a ver com o Reino de Deus. Posso olhar para um casal apaixonado e ver o amor, que procede do próprio Amor, ou a compaixão do Pai em um olhar, sorriso ou abraço.

Mas posso também não encontrar a leveza em um coração amargurado, e como pessoas que têm Jesus como Centro, responsabilizar-nos por fazer Cristo ser achado também nesse coração. E ainda no que é acompanhado por tristezas, dores e vícios.

Se tudo vem dEle e para Ele é, eu entendo que aquele que destoa desta “regra” não alegra o coração de Deus, e se para isso fomos criados, não alegra também ao de quem se esquiva desta equação. E não posso, portanto, ser egoísta ao ponto de não me esforçar e, nem ao menos, importar-me em fazer Cristo conhecido por esses.

Preciso, por certo, apresentar o foco para aquele que anda perdido e gritar “Ei, você sem amor, eis aqui o Amor”, “E você sem esperança, eis a Esperança para você”. E, incansavelmente, ter Deus como centro de nossas vidas, encontrá-lo em todo tempo, e levá-lo aos que não o receberam. Zelando para que tudo seja porque dele, por Ele e para Ele, a começar pela minha própria vida.

Ariane Machado

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Não escolha ser órfão




Há algum tempo eu trouxe uma música do Estevão Queiroga, exaltando o amor de Deus. Mas não foi o bastante para que eu parasse de refletir a respeito dessa música. E me lembrei que toda situação tem dois lados, mesmo quando podemos ver o amor maravilhoso de Deus, há o alvo do amor, capaz de ter uma postura completamente avessa.

“Quando o pai se senta pra brincar com o filho”



Eu ouvi essa música incontáveis vezes, e só conseguia ver esse amor maravilhoso do Pai que se dedica em amor e atenção ao seu filho. Mas, e quando o filho não se senta ao lado de seu pai, para compartilhar nesse momento e sentimento?

Me surpreendi ao me ver nessa situação. Não tenho uma clara e real memória disso, mas por terem me contado, sei que eu era essa filha que se nega a sentar-se com seu pai, e aproveitar dessa construção de amor.

Eu era nova, uma criança com seus, talvez, dois anos de idade. Meu pai tentava chamar a minha atenção, conquistar-me para perto dele, mas eu me afastava, preferia brincar sozinha, a estar com ele. E eu tinha ali um pai, se dedicando, demonstrando amor, mas era uma criança, com o coração (por alguma razão) endurecido com relação ao meu pai.

E assim é o ser humano, e a razão é conhecida por todos, tem por nome pecado. O pecado transformou crianças puras e inocentes, em corações endurecidos, desconfiados, capazes de rejeitar o amor. Deus pai, desde a criação busca sentar-se com seus filhos. Adão, com a inocência de um coração puro, teve o privilégio de passar suas tardes com o seu Pai, caminhar com ele, conversar com ele, compartilhar do amor dele.

Mas o pecado nos rasgou a relação. Da mesma maneira que eu rejeitava o meu pai, um adolescente muitas vezes rejeita o conselho ou o carinho do pai, um jovem exige que seu pai “não se meta em sua vida”, e geração após geração, o homem se nega a sentar-se com o Pai celestial.

Deus nos chama para perto, ele nos busca. Ele nos dá noite após noite, um espetáculo de lindas e reluzentes estrelas e nos chama a prestar atenção, a calarmos e vermos o seu cuidado, mas nos negamos a dar-lhe a devida atenção. Ele nos dá relacionamentos com nossas familias e amigos e diz que é apenas uma amostra do que podemos ter com ele, mas o ignoramos mais uma vez. E até mesmo quando vamos à igreja, ele nos acompanha até lá, senta-se para nos ouvir, mas nos distraímos durante o louvor preocupados com o baterista que errou o ritmo, ou o cantor que falhou quando subiu demais numa nota.

Quando o pai se senta pra brincar com o filho, ele nos convida a sentar-se com ele, e aproveitar do derramamento do seu grandioso amor. Não continue a rejeitar o seu pai, e não escolha ser órfão quando há um Pai cheio de amor esperando por você. Sente-se com o nosso Pai, e o conheça, o sinta, o ame de volta.

Ariane Machado

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pelos olhos de Deus

Oi, vamos conversar sobre autoestima? É incrível o tanto de vezes que nos vemos preocupados com o que os outros acham e pensam a nosso respeito. Seja sobre a nossa aparência, ou nossas atitudes e ideias. O mundo, a mídia, os grupos realmente tentam nos levar a isso, insistentemente tentam imprimir em nós seus conceitos e nos mostrar que o que os outros pensam é realmente importante.

E como consequência, temos elevados índices de suicídio, diversas doenças causadas pela não aceitação de si próprio, na busca frenética de ser quem querem que sejamos. Mas deixa eu te contar duas coisas, uma é que nós realmente não somos perfeitos, e como não somos! Há tantas falhas em nós, personalidades difíceis, costumes e manias não muito admiráveis e tantos outras características que nos afastam da perfeição.

A segunda coisa, no entanto, não é uma má notícia, mas uma forte verdade que muda tudo. Apesar das inúmeras falhas, nós somos muito mais do que a mídia divulga, do que as pessoas comentam, e até mesmo do que nós pensamos.

Ainda que pensemos que somos a pessoa que mais nos conheçamos, estamos enganados. Eu sei apenas como estou, e o mesmo vale para você. Quem somos, apenas Deus conhece. Porque nossa visão é limitada pelo tempo, e assim temos o passado que talvez nos encha de orgulho ou até mesmo de vergonha, temos o presente, com o qual brigamos muitas vezes, na tentativa de sermos melhores do que somos hoje, e o futuro que é uma grande incógnita. Mas para Deus não há essas barreiras.

Ele sabe hoje, quem somos em totalidade, com tudo o que passou e passará por nós. E ainda independente de todas essas coisas. Em Jesus, não importa a nossa cor, gênero, peso, altura, nacionalidade, ou coisa alguma, porque aos que o recebem, e nele creem, deu o direito de sermos filhos de Deus (João 1:12). O passado é apagado, as falhas perdoadas, e a aparência transformada, ainda que o mundo tente ignorar, somos filhos de Deus.

Jesus também vem nos chamar de amigos, então pouco importa os defeitos que o mundo procura em nós, se somos transformados em Cristo, novas criaturas de Deus. Não precisamos ouvir o que o mundo diz, até porque eles não são donos da verdade, e se hoje eles dizem que características são as melhores, daqui a pouco tudo muda, e criam novos parâmetros, e ninguém nunca é suficiente. E em Cristo também não somos, mas pelo Santo Espírito em nós, somos muito mais do que somos capazes de ser.

Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Todo ser humano foi planejado cheio de valor, apesar de danificados pelo pecado, Jesus nos restaura, nos faz de novo, resgatando nossa identidade e nossa natureza de filhos. E a partir daí, só importa o que Deus pensa de nós, ainda que por vezes nos vejamos tentados a agradar os olhos dos outros, só Deus vai ver quem realmente somos, apenas ele é capaz de ver isso, e reconhecer Jesus em nós, porque o somos graças a Ele, e sua graça derramada sobre nós.

Então, não nos deixemos ser guiados pelos espelhos que o mundo espalha pelo caminho, tentando nos adequar a eles e nos oprimir, se não nos adequarmos. Mas olhemos para Deus, e sejamos como ele, vivendo realmente a nossa identidade de filhos, à imagem do Pai. E para isso, aprendamos com ele, a amar com Jesus amou, e a frutificar as sementes que vêm do Espírito Santo.

Ariane Machado

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Um Rei ao nosso lado



"Quando o pai se senta pra brincar com o filho
Quando o rei se curva pra beijar o servo
Quando o autor se põe no próprio livro
Só pra morrer ali e por alguém mudar o fim

Quando a herança fica para o escravo
Quando é esquecida a dívida do pobre
Quando o troféu reluz e dá seu brilho
Às mãos do que perdeu, mas recebeu do que venceu

É disso que eu falo quando canto
E quando escrevo sobre o amor
É nisso que eu penso quando vejo
E quando sinto esse amor"

É isso que se lê nas palavras de Paulo aos Romanos “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” Ainda longe se sermos filhos e até mesmo servos, Cristo veio fazer parte da história para morrer por um simples ‘alguém’, como fala o compositor. Nós escravos, fomos acrescentados ao testamento do dono de absolutamente tudo, de toda a terra, de cada animal e toda riqueza. Pobres que já haviam perdido suas vidas em garantia de uma dívida que nunca poderia ser paga por nós, nos vimos livres da dívida que foi quitada pela vida de outro, uma dívida esquecida.

E se não bastasse toda essa inversão, e ir de encontro a todos os exemplos de amor já mostrados, revelando um amor perfeito, maior do que toda prova já dada, ‘o rei se curva para beijar o servo’ – canta Estevão. E eu costumo imaginar que quando nos entregamos a Deus em louvor, ou em oração, como diz o salmista, Deus se inclina para nos ouvir (Salmos 40). Talvez ele pare toda e qualquer agitação no céu, ou ele pare até o tempo, e dedica atenção para nós, que nada merecemos.

E feitos filhos, por meio de Jesus, Deus realmente se torna nosso Pai. Não um nome no registro de cada novo cristão, mas um Pai particular de cada um de nós, um Pai que nos conhece de perto, no íntimo, e que deseja ser conhecido. Um Pai que dedica tempo a suas crianças, e cuida e as ama de perto.

A letra desta canção revela o amor do evangelho, o amor através do qual o Deus Filho veio morrer por nós, e o qual veio manifestar. Não somos criaturas maravilhosas que mereceram ser amadas por Deus, mas em lugar disso, éramos os mais miseráveis, indignos do troféu, do perdão, da herança e até mesmo do amor. Perdidos e condenados, para quem já não se via esperança. Mas ainda assim, amados pelo próprio amor.

E "quando os galhos dão sua sombra ao machado", e Cristo vem salvar aqueles mesmos que o matariam, e pelos quais morreria. Isso é um amor maravilhoso e tremendo, que se distancia de todos os conceitos.

"É isso que me explica
Me intriga
À entrega desse amor"

Ariane Machado

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Abba...

Abba, eu pertenço a Ti
Sou integralmente de sua propriedade
Completamente entregue em Tuas mãos.
Não uma parte apenas
Não condicionada a coisa alguma
Mas me derramo inteiramente em tuas mãos
Minhas vontades agora, são as vontades que Tu plantaste em mim,
Os meus sonhos vêm de Ti.

Eu sou do meu Amado
Meu coração Te pertence
E cada sorriso meu foi plantado em meus lábios por Ti.
Tu reinas em mim
E já não há espaço para glorificar a nenhum outro
Sou completamente Tua.

Eu entrego a minha vida em Tuas mãos
Os meus dias são seus
Minha esperança está em Ti
O meu louvor vai ao encontro do Teu trono
As minhas orações são ouvidas pelo meu Amado
Meu maior desejo é encontrar-me contigo

Todos os meus medos se vão
A minha confiança está em Ti
Tu me conheces pelo nome
E o Teu amor me chama para perto
As tuas asas me protegem
E quem sou eu senão a menor que todos?
Mas amada sua
Filha de Deus

Ariane Machado

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O bom de 2016




É interessante como funciona a nossa mente e o nosso armazenamento de dados. Somos levados a lembrar com muito mais intensidade das coisas que nos marcam negativamente, porque das fortes marcas que deixam em nosso emocional.

Somos facilmente transportados a lembranças tristes que muitas vezes nos deixam chorosos. Provavelmente, lembramos com mais detalhes do “dia mais triste de nossas vidas” do que do “dia mais feliz”, se não somos casados ou não nos tornamos pais ainda, imagino que não temos esse dia tão claramente marcado em nossa memória.

E é assim que funcionam nossas lembranças. Muita gente tem reclamado do ano que estamos finalizando, do quão difícil ele foi. E não é mentira, tivemos tragédias gigantes, crises que se estenderam por todo o ano, uma guerra que continua a ser travada, além dos problemas particulares de cada família e cada pessoa.

Mas eu tenho certeza de que não foi só isso. Coisas maravilhosas acontecem todo o tempo, pequenas alegrias, ou coisas muito boas que deixamos esmaecer por conta das más lembranças.

O nosso Deus é fiel e tem permanecido constante em nossas vidas. Te convido a repensar este ano, ele foi muito mais do que crises políticas e econômicas. Ele foi mais um ano guardado por Deus, e certamente recheado de bênçãos. Talvez uma super promoção no trabalho, ou pessoas que entraram em sua vida e fizeram toda diferença. Planos que se concretizaram, novos sonhos que nasceram.

Cara, você fez mais um ano de vida! E já está caminhando para o próximo! Lembre-se da última gargalhada que você deu, e das pessoas que lhe acompanhavam nesse dia, seja grato a Deus por elas. Não olhe apenas para aquilo que se perdeu totalmente do planejado, mas olhe para o que essa mudança de rota lhe trouxe! Novas oportunidades, novas conquistas!

Existe, realmente, muita coisa ruim no mundo, e inclusive ligadas diretamente às nossas vidas. Mas também muita coisa boa nos aconteceu. E tenho certeza de que se começarmos a ser agradecidos pelas pequenas coisas que nos surgiram à mente durante essa leitura, muitas outras lembranças irão surgir. E verás que a luta foi difícil, mas com certeza abençoada.

Te convido a usarmos agora esse espaço para lembrar-nos do bom deste ano, deixe uma experiência positiva deste ano, uma boa lembrança, e mostremos a nossa gratidão por mais um ano vencido. E muito mais do que expor aqui, sejamos gratos a Deus, porque Ele esteve conosco em cada um desses 365 dias, e promete estar em cada um dos próximos.

Agradeço a Deus por esse veículo no qual trago um pouco da palavra dele, que tive o prazer de iniciar neste ano, e de compartilhar com vocês as palavras que Ele me tem dado e me levado a refletir e ser edificada nele. E agradeço a cada um de vocês, muitos eu nem conheço, mas tem me acompanhado e me ajudado a levar esse projeto em frente.

Obrigada.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A verdade revelada em Cristo



Um menino nasceu, um filho se nos deu, o cumprimento da promessa enfim era chegado, Jesus nasceu! Mas contrariando a toda espera dos judeus, veio sem pompa, sem destaque, palácio ou coroa. Numa estrebaria, entre animais, nasceu aquele que esperavam ser o novo Rei, e essa história revive em nossos corações nesses dias.

“Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão desde agora e para sempre” – profetizou Isaías, algumas centenas de anos antes. E era essa a esperança de seus conterrâneos. Perdidos os dias de glória dos tempos de Davi, o povo que fora cativo de tantas nações ao longo dos anos de pecado e afastamento de Deus, tinha uma promessa, promessa essa que parecia se cumprir nesses dias. O Rei dos judeus nasceu!

Natanael, quando chamado para justar-se a Cristo no discipulado exclamou: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei dos Judeus”. Isaías foi muito claro, anos de espera, ele era o Rei! Eles apenas não entenderam. Jesus é mesmo Rei, mas o reino era outro. Ele não tinha a intenção de lutar contra Roma, liderar um batalhão de revoltados, expulsar os romanos, garantir o cumprimento das tradições. Não era nada disso! E poucos foram o que entenderam, e mesmo aos que foi revelado a verdade do Reino de Cristo, demoraram um pouco a viver essa verdade.

Anos ao lado de Cristo, e anos de engano. Multidões o acompanhavam e essa multidão esperava pelo que ele não veio fazer. E hoje, multidões ainda o acompanham buscando o que ele não veio dar. O reino foi revelado, os discípulos pregaram por anos e deixou registrado para nós que se tratava do reino espiritual.

Essa já não é mais a dúvida, todos entendemos isso, mas nem sempre lembramos que as coisas não são tão claras quando escritas. Temos entendido que quando os profetas revelam o reinado de Jesus, eles não apontam tão claramente o que falam. E demoramos anos para entender isso. Mas ainda acompanhamos Jesus buscando o que ele não veio dar. Não mais atrás de um trono, coroa e palácio. Buscamos milagres.

As multidões dos tempos de Jesus buscavam milagres, e muita gente hoje nas nossas igrejas buscam apenas milagres. Parecem um pouco menos mal entendidos, afinal Jesus realmente cura, liberta, restaura, recupera a visão, faz coisas extraordinárias. Mas são só sinais. Sinais do que ele realmente veio anunciar.

Os milagres, o alívio dos tormentos da nossa vida de castigados pecadores é apenas um sinal, uma amostra do reino para o qual ele nos convidou. Porque lá “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor”, e toda vez que ele curou um leproso, um coxo, deu visão a um cego, não dizia que merecemos uma vida de confortos, ele não dizia que veio para nos livrar dessas dores, ele apontava para o lugar ao qual nos convida.

Ele faz milagres sim, glória a Deus, porque Ele é Todo-Poderoso, e pode sim nos curar, não só pode como faz, mas essa não é mensagem que ele veio nos deixar. Ele não viveu o que viveu e morreu como morreu para ser um milagreiro. Jesus é muito mais do que isso, e veio para muito mais do que isso.

Cristo faz Deus conhecido, ele revela Deus, para isso ele desceu, para apresentar o Pai a nós, e a partir dele o céu se abriu, agora conhecemos Deus, porque “quem o vê, vê ao Pai” e partindo da nova vida estabelecida em Cristo, há um novo relacionamento entre os homens e Deus, nele somos chamados Filhos de Deus.

Jesus veio abrir o caminho, limpar-nos de nossos pecados, e nos conduzir ao Reino dos céus. E esse reino começa a ser vivido aqui, hoje, a cada dia. Não numa vida separada da humanidade, e das dores ligadas a ela. Mas desde agora, num novo relacionamento com Deus. Essa foi a vida de Cristo, nos guiar ao conhecimento de Deus, nos levar a ser amigos dele, e ainda filhos.

Uma nova vida, não mais vivida na carne, mas renascida em espírito, para conhecer aquele que é espírito e nos relacionarmos com ele de maneira genuína, algo que venha do mais íntimo do ser. A mensagem de Cristo não é sobre o poder de suas mãos para lutar contra Roma ou realizar milagre, mas sobre um coração com um amor perfeito dedicado a nos amar, e ele nos conduz a amar o Pai de volta, e chama-lo de Pai, viver com o Pai.

Ariane Machado

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

E viu Deus que era bom


“Alegre-se o Senhor em seus feitos”, diz o salmista no capítulo 104 do livro de Salmos. Nos versículos anteriores o autor brinca com o livro de Gênesis. Se com seriedade e com o fim de informar-nos, Moisés descreve a criação, brincando com as palavras, e com a beleza da poesia, Davi exalta a Deus descrevendo com beleza a criação.

A separação das águas, o poder de Deus sobre a gravidade e o cuidado divino sobre suas criaturas, provendo-lhes seus alimentos e o sopro que sustenta as suas vidas. Que beleza é esse salmo! “E viu Deus que era bom” é a frase repetida em Gênesis, ao fim de cada dia da criação. “Alegre-se o Senhor em seus feitos”, assim encerra, Davi, sua descrição da grandeza do Deus criador.

E ele realmente viu que era bom, agradou-se, alegrou-se e ainda se alegra diante de sua criação. Criaturas obedientes que vivem para exaltar e anunciar seu Criador. Como poderia Deus não se alegrar diante de um projeto tão belo e bem-sucedido?!

Mas na extensa lista de feitos de Deus, há uma obra que não está presa à sua vontade, e tem o poder de escolher alegrá-lo ou não, bendizê-lo ou não, adorá-lo ou não, anuncia-lo ou não. Você.

O Senhor, nosso Criador assumiu o risco. O risco de ser rejeitado, desprezado, o risco de não ter alegria em nós, sua mais preciosa criação. Ele escolheu o risco de perder-nos para nós mesmos, porque quando escolhemos Ele, Ah! Quando escolhemos Ele, o cheiro da nossa adoração é melhor do que a das mais belas flores! As cores da nossa exaltação são mais belas do que as do pôr do sol! O som de nossa canção é mais harmônico do que o canto dos pássaros!

Davi continua o capítulo declarando: “Cantarei ao senhor toda a minha vida, louvarei ao meu Deus enquanto eu viver”. Davi, repetidas vezes, errou em suas escolhas, mas ele alegrou o coração do Pai ao ponto de ser chamado ‘segundo o coração de Deus’. E foi assim porque ele escolheu alegrar ao Senhor. Que esse seja também o nosso querer. Ainda que tenhamos o entristecido ontem, façamos valer a pena o risco que Deus escolheu correr por nós. Ame-O o tanto quanto for possível retribuir o amor dele por nós. Sirva-O o tanto quanto Jesus serviu a nós. Alegre-O, exalte-O e adore-O.

Ariane Machado

domingo, 25 de setembro de 2016

Reincidentes por gerações


“Você não sabia com quem estava, Israel? Você não conheceu quem te salvou? Quem te protegeu, te cuidou, te amou. Oh Israel, para onde olhaste por todo esse tempo? Oh noiva, o que impediu de seus olhos ver o agir de Deus? Seus ouvidos, para que servem, se não podem ouvir a voz do teu Pai? Oh regatado povo, o que fazes? ”

Essas linhas podiam ser direcionadas ao histórico povo de Israel, e como podia. Na verdade, em outras palavras, de diversas formas foram ditas sim. Ditas para o povo que viu Deus de perto, o povo resgatado, como um filho órfão que recebeu um nome, ganhou um Pai, um novo caminho a trilhar e um glorioso futuro lhes foi prometido.

Mas diversas vezes esse mesmo povo foi advertido. Pessoas que viveram as maravilhas de Deus, mas lhe viraram as costas incansavelmente. Se Deus não respondia, se a resposta não os agradava, se Deus “ousava demorar”, ou sem motivo algum. Bastava ter diante de si culturas, povos e divindades diferentes, que Israel abandonava o Deus que os amava, deles cuidava e protegia, e se curvava a deuses pagãos.

E com a mesma facilidade que o povo que andou ao lado de Deus abriu mão dele, isso se repetiu no novo testamento. Pedro, um dos discípulos mais próximo de Cristo o negou, trocando-o, não por deuses, mas por sua vida. E também outros que andaram com Jesus, pessoas que ouviram suas palavras, presenciaram seus milagres, comeram com ele, mas perderam suas esperanças e voltaram a suas velhas vidas diante da morte do Mestre. Como que não conheciam aquele a quem seguiram e ouviram.

E assim também foi com a igreja, não nós ainda, mas a igreja admoestada por Paulo, a igreja que recebeu cartas dele as advertindo acerca da entronização dele ou de Apolo, em Corinto. Ou a entronização da lei por parte do povo salvo pela graça, em Galácia, Assim foi em cada cidade, em cada tempo, o povo de Deus se afastando Dele. A nação sobre a qual Deus sempre esteve presente, fosse numa coluna de fogo, nas palavras de um profeta, na personificação do Filho, ou na presença do Santo Espírito, sempre encontrou um jeito de colocá-lo em segundo plano e se fazer escravo.

E mesmo fora das páginas da bíblia a história se repete, “Por isso ainda faço denúncias contra vocês, diz o Senhor, e farei contra os seus descendentes” (Jeremias 2:9 NVI), porque nós, descendência, repetimos os mesmos erros de nossos pais. A bíblia diz que é sábio aquele que aprende com a desgraça do tolo, mas ainda não vi a geração que usa as lições dos outros para trilhar o caminho de Deus. Pelo contrário, cada geração insiste em errar de igual modo, insiste em ter suas próprias experiências, entregando-se a qualquer coisa além de Deus, aprisionando-se a qualquer coisa que atravesse o nosso caminho.

Somos mais uma geração a quem as palavras do início desse texto se adequam, um povo que não conhece o seu Deus, mas se deixa ser servo de seus próprios desejos. Uma noiva insensível à voz de Deus, uma noiva manchada, uma noiva que não se preserva para o seu noivo, que nem mesmo conhece a imensidão do amor dele. Mas se entrega à menor das ofertas.

Conheçamos o nosso Deus, oh igreja, e saberemos que ainda há chance de sermos somente dEle, que a impureza do nosso vestido pode ser limpa com o sangue do Cordeiro. E podemos ser livres de amarras. Uma noiva pronta para a chegada do Santo Noivo.

Ariane Machado

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A intimidade que se foi


E de repente nos damos conta de que nossa intimidade com Deus já não é mais a mesma. Batalhas e batalhas travadas, e a gente se dá conta que temos perdido repetidas vezes. A rotina nos vence, nos levando à uma vida de ações automáticas, lembrando apenas do urgente, deixando coisas essenciais para depois, quando se vê, já se foram dias sem buscar a Deus, dias sem nada mais que uma oração rápida, só para “bater o ponto” com Deus, quando na verdade sentimos que nossas palavras nem chegaram ao céu, mas é uma rotina.

E quando a batalha que perdemos é para a procrastinação, o “depois eu faço” torna-se a frase mais recorrente em nosso dia. Vou orar, mas primeiro vou checar o whatsapp e todos os outros meios de comunicação, a oração depois eu faço. Mas agora vou comer, a leitura da bíblia depois eu faço. Já estou atrasada para a faculdade/ trabalho/ escola, as coisas de Deus, depois eu faço, quando chegar, ou antes de dormir. Até que nos sobrem poucos minutos antes que desistamos pela sobrecarga de sono, ou nos lembremos apenas quando os olhos já estão fechados, “então deixa para amanhã”.

Preguiça, falta de prioridades, rotina, descuido, o que seja, a lista de batalhas que perdemos talvez seja imensa, deixando nossa intimidade com Deus em planos cada vez mais distantes. E quando nos damos conta, olhamos para trás e invejamos de nós mesmo esse aspecto da vida que um dia tivemos.

Talvez cheios de saudosismo, estamos lembrando agora como era a nossa vida de oração, a ansiedade que tínhamos em dobrar os nossos joelhos e buscar a presença de Deus. Ou a facilidade que tínhamos em falar com Ele, a naturalidade com que as palavras saiam de nossa boca, a facilidade com a qual elas nasciam em nossos corações. E agora, o quão difícil tem sido articular as mais “bobas” frases, na falha tentativa de falar com o Pai.

O que foi mais importante que ousou tomar o lugar de Deus em nossa vida? O que aconteceu que não notamos quando essa intimidade se esvaiu de nossas mãos?

E engatinhando, tentamos tropegadamente retomar a um relacionamento com o nosso Deus. Mas talvez, tão feridos por essas batalhas, cansados dessa exaustiva rotina, envergonhados pelo abismo que se estabeleceu entre nós e Ele, não conseguimos fazer nada além de clamar por misericórdia e nos perder novamente em tudo que nos afastou do Pai.

O que fazer? Como retornar a Ele? Podemos mesmo recomeçar? Sim, podemos recomeçar, Deus nos dá um novo começo. A ira que sente diante de nosso pecado, ou a tristeza que o toma diante de nosso desprezo, são deixados de lado e dão lugar às qualidades que o compõe. Ele nos olha com amor e com misericórdia, e enquanto há vida, Ele está disposto a nos dar aquilo que não merecemos, não nos vê com os olhos do mundo, olhos que sempre procuram por merecimento, pois seu amor é tão grande. Ele não está disposto a nos perder para a rotina e distrações, e ele não apenas nos aceita de novo, mas nos chama para voltar a Ele, e restaurar a nossa história com ele.

Ele já sabia quem éramos, o quão pecador é o ser humano, e através da morte de Jesus temos um recomeço, seu sangue lava-nos os pecados, mas também a negligência a Ele, e todas as desculpas. Precisamos, claro, querer ter um padrão de vida diferente, não estou dizendo que seja fácil, nem mesmo da noite para o dia. Não vamos passar de “crentes-distantes-de-Deus”, a mestres da intimidade, passando horas diante da presença de Deus, em intimidade, mas precisamos desejar e buscar viver mais do que o que temos vivido.

Precisamos colocar Deus em seu devido lugar em nossa vida, precisamos que Deus esteja no centro de nossas decisões, na posição mais alta que há em nosso coração, ou continuaremos a nos afastar do Pai, e não nos daremos conta da distância que vem se estabelecendo. Se nunca tivemos intimidade com Deus, ainda que nosso íntimo grite, mande mensagens, outdoor e até mesmo sinal de fumaça, seremos incapazes de entender que a falta que nossa alma sente é de Deus.

Porém, Deus não desiste de nós, Ele nos chama, insiste incansavelmente. Mesmo diante de nosso silêncio, mesmo diante de nossas desculpas, Deus deseja se relacionar conosco. E o mais interessante é que toda essa insistência não é porque Ele precisa de mim ou de você, Ele insiste porque sabe que ninguém no mundo tem para nós o que Ele tem; ninguém no mundo se importa conosco como Ele se importa; ninguém no mundo tem os planos de paz e perfeição que Ele tem para nós; ninguém no mundo poderá nos dá a recompensa que Ele promete para nós; ninguém além dele pode preencher o vazio que há em nós; ninguém no mundo insistirá o tanto que Ele insiste; ninguém no mundo nos ama como Ele.

Então, não sei onde ou o que cada um está fazendo agora, mas vamos parar um pouquinho, só alguns minutos, repensar a nossa atual relação com Deus, e dedicar alguns minutinhos a falar com Ele, entrar em sua presença em oração. Na próxima oportunidade lhe cante um louvor, decida adorá-lo, trazê-lo mais para seu dia, trazê-lo de volta para a sua vida.

Ariane Machado

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Desvendados pelo Pai




Como uma canção, a qual ouvimos repetidas vezes, analisando cada frase, cada trecho, afim de entende-la e cantá-la com propriedade, sem medo de errar, Deus nos desvenda. Em verdade, mais do que é possível fazer com uma canção. Pois a interpretação de quem ouve é muitas vezes diferente da de quem canta e ainda, de quem a compõe. Pois ele é conhecedor de todas as coisas, Ele é capaz de sondar os nossos corações, e desvendar cada detalhe em nosso ser, e ainda mais, Ele é o nosso autor, autor de nossas vidas, maior conhecedor de sua obra. Ele nos conhece por completo, o secreto é revelado aos seus olhos

Eu não tenho o que temer, canta o Gabriel Guedes, e realmente não temos. Se olharmos o quanto os pais protegem seus filhos, às vezes, até mesmo com exagero, cheios de cuidado e amor, assim são os nossos pais. E o Pai Celeste, de forma alguma fica para trás. Com excelente e grandioso amor nos cerca.

Conhecedor do mais íntimo em nós, ele nos trata, e livra-nos de nossos medos e receios. Fortalece-nos nele. E nos faz dependentes de sua soberania e bondade. Seu amor alcança todo o nosso interior, e se expande ao nosso redor, e como seus filhos, protege-nos, e nos toma em Tuas mãos.

O amor divino, é sem dúvida o maior possível, ele é a verdadeira essência e amostra do amor. Mais do que uma mãe ama seu filho desde o ventre, ele nos ama e nos conhece com perfeição, desde lá. Ele traça planos de paz para nós, e nos chama a uma vida em amor com Ele. Com tribulações, bem verdade, e até inimigos e batalhas, mas de todos nos livra e liberta. Eu fui chamada, você foi chamado, em adoção ele deseja nos ter, chamar-nos de filhos Seus.

O preço já foi pago, e pelo sangue somos dele. O sangue derramado, que assinou nossa adoção, torna-nos filhos, filhos pelo sangue, filhos por amor. E pelo amor, Ele é nosso. Como deseja nossa entrega a Ele, ele se entrega e se dedica a nós.

Abriu o mar pra eu passar por ele, e assim como fez com o seu povo no Egito, e de tantas outras formas, todo dia, incansavelmente, “mostra-nos o seu perfeito amor”. Seja em coisas grandiosas, que Ele não deixa de fazer, como livramento em que vemos realmente o poder de suas mãos, ou em coisas chamadas “normal”, como o cotidiano nascer do sol, e o constante girar da Terra, que são obras de suas mãos e estão debaixo de seu controle, e amor.

Escolhidos para fazer parte de sua família. Renascidos nEle, em Seu grande amor, em sua misericórdia que nos dá nova chance com Ele. Deixando pra trás tudo o que um dia fomos, atendendo ao seu amor para sermos chamados filhos, obra da salvação que nos foi entregue por Ele. Amados de Deus.

Tu me salvaste pra eu poder cantar: Eu sou filho de Deus, então cantemos todos, e vivamos essa paternidade e tão grande amor.

Ariane Machado