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terça-feira, 27 de outubro de 2020

Coração, porque se orgulhas com isso?


Incessantemente peço a Deus que dirija as minhas motivações, que as minhas ações sejam movidas pelo coração e princípios de Deus, pelo desejo de glorificá-lo e não por vaidade. Ah, quantas vezes busco alcançar as minhas ansiedades, amaciar o meu ego e ser vista pelos outros? Quantas vezes analiso as reações, se o contexto é confortável ou o que ganho com as minhas ações?

Todas as vezes em que decido fazer algo para que me vejam, acabo por desistir, mas preciso mesmo é matar o velho homem que insiste em aparecer, que quer subir o palco, quando na verdade eu nada tenho para exibir.

Não que eu seja completamente incapaz, mas porque a minha capacidade é proveniente de outro que não o meu próprio interior e forças, afinal, nada vem de mim mesmo. Nenhuma bondade ou beleza procede de mim, pois como bem disse Tiago "toda dádiva boa e perfeita vem do alto", e como já não é novidade, somos à imagem e semelhança de Deus, isso inclui nossa criatividade, habilidades, talentos.

Então não há palco para mim, ou luzes que me ponham em destaque, pelo contrário, que a luz seja eu, apontando aquele que é o autor, aquele que cria beleza a partir do caos, que faz música, cores e belas palavras.

Que a minha vaidade e orgulho se rendam diante da grandeza e beleza do verdadeiro autor de todas as coisas, autor até mesmo de mim, e de você. Autor das nossas boas obras, do socorro que sou capaz de dar, do abraço, do consolo ou do quadro que talvez você seja capaz de pintar, da boa música, da arte gráfica. Mesmo com todo o seu esforço, e todo o seu talento, com o seu estudo e as suas horas sem dormir, mas que seja para glória dEle.

Que mostremos que porque Ele nos ama, fazemos, que seja porque Ele nos inspira que criamos, que seja porque Ele nos instrui, que conquistamos. Que a nossa motivação seja sempre o nosso Mestre. Que os aplausos sejam para Ele. Que as luzes, os flashes, os olhares se posicionem para aquele que é digno. E a nós cabe redirecionar os olhares para Cristo, como fez Pedro em Atos 3:

“Povo de Israel, por que ficam surpresos com isso?”, disse ele. “Por que olham para nós como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou devoção? Pois foi o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos antepassados, quem glorificou seu Servo Jesus... Pela fé no nome de Jesus, este homem que vocês veem e conhecem foi curado."

E digamos isso também ao nosso enganoso e orgulhoso coração que tanto busca honrarias. "Coração, porque se orgulhas com isso? Porque se engrandece como se tivesses feito com o seu próprio poder e devoção? Pois foi o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos antepassados, quem glorificou seu Servo Jesus." E por Ele e para Ele nos movemos.

Ariane Machado

terça-feira, 2 de maio de 2017

Encontrando o Autor



De todas as belezas criadas por Deus, a que mais me encanta e me leva a todas as noites busca-la, é o céu negro coroado de estrelas. Mas em cada noite, e a cada estrela eu peço ao Senhor que elas me direcionem a Ele. E em mais um desses pedidos, eu pude entender algo que o Senhor sussurrava a mim, insistentemente.

“Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas”


Eu clamava “que olhar as estrelas me levem a ver o seu Criador, Senhor” e clamor crescia para “que olhar cada criação me leve a ver o Criador, Senhor” e conclui olhando para o homem.

“Que ao olhar para o homem, eu encontre a Ti, Criador, na beleza da criação, na complexidade do sistema nervoso, em cada toque do seu amor. E na bondade de quem, com amor, oferece um abraço, um carinho. Mas que eu também consiga notar a sua ausência num rosto sem paz ou alegria, num coração sem amor.”

O versículo escrito por Paulo faz de Cristo o motivo, a razão, o alvo, certamente, o foco. Nada mais importa que vejamos, por que Jesus é o foco. E entendendo isso, eu posso olhar para uma criança que brinca feliz e encontrar Jesus nela, a alegria que vem dos céus, a leveza e inocência da infância que tanto tem a ver com o Reino de Deus. Posso olhar para um casal apaixonado e ver o amor, que procede do próprio Amor, ou a compaixão do Pai em um olhar, sorriso ou abraço.

Mas posso também não encontrar a leveza em um coração amargurado, e como pessoas que têm Jesus como Centro, responsabilizar-nos por fazer Cristo ser achado também nesse coração. E ainda no que é acompanhado por tristezas, dores e vícios.

Se tudo vem dEle e para Ele é, eu entendo que aquele que destoa desta “regra” não alegra o coração de Deus, e se para isso fomos criados, não alegra também ao de quem se esquiva desta equação. E não posso, portanto, ser egoísta ao ponto de não me esforçar e, nem ao menos, importar-me em fazer Cristo conhecido por esses.

Preciso, por certo, apresentar o foco para aquele que anda perdido e gritar “Ei, você sem amor, eis aqui o Amor”, “E você sem esperança, eis a Esperança para você”. E, incansavelmente, ter Deus como centro de nossas vidas, encontrá-lo em todo tempo, e levá-lo aos que não o receberam. Zelando para que tudo seja porque dele, por Ele e para Ele, a começar pela minha própria vida.

Ariane Machado

terça-feira, 5 de abril de 2016

De toda glória e humildade



Deus tem poder para nos dar muito mais do que o que temos. E até o que conquistamos com nossas próprias mãos passam por Ele, por Seu poder e Sua permissividade. A bíblia fala em prosperidade. A bíblia fala de como o Senhor recompensa com bênçãos aos que lhe obedecem, seja dando-lhes mais dias (Êxodo 20), seja com bênçãos mais palpáveis (Salmos 1). Mas esse não é de forma alguma o foco do evangelho. E o evangelho não se baseia em trocas.

Estaríamos mais do que acabados se para tudo que recebemos do Senhor precisássemos antes merecer. Para início de conversa, a salvação nem passaria por perto de absolutamente nenhum de nós. Nenhuma honra chegaria a nós, a humanidade por certo teria se dissipado há muito tempo. Eu digo isso porque dia após dias nos superamos em nossos erros, e até mesmo quando acertamos erramos ao nos gloriar e pensar que somos dignos de algo.

A canção sobre a qual falo hoje, nos convida a ser menos de nós mesmos, nos convida a esperar menos que apareça a nossa imagem e que haja menos glória a nós. É claro que é natural ao ser humano o desejo de ser reconhecido, o desejo de ser recompensado diante de seus acertos. Mas se bem me lembro, o sobrenatural nem sempre é sobre ir além do natural, mas, às vezes, é ser o seu avesso. E buscamos nos distanciar desse homem natural.

Viver o evangelho caminha em conhecer o Deus a quem servimos e de quem esperamos as recompensas. E decidir diminuir para que a glória de Cristo apareça não é muito além de conhecermos quem somos diante de Deus e procurarmos o nosso lugar, e darmos a Deus a honra e lugar devido.

É claro que dá pra receber pra si a glória de Deus, por vezes se prostraram diante dos discípulos em gratidão a eles ou buscando adorá-los para receber cura, mas os discípulos de Jesus aprenderam quem eles eram, e reconheciam a grandeza do Deus todo poderoso.

Se conhecêssemos o Senhor, saberíamos que sua glória é gigante. Saberíamos que Ele é infinitamente maior do que nós, que não merecemos nem mesmo que Ele se incline a ouvir uma simples oração nossa. Saberíamos que todo o universo está debaixo do seu poder, que até mesmo o tempo está debaixo do suas mãos.

Se conhecêssemos a Deus e a nós, saberíamos que somos apenas criação sua. E se Ele nos ama não é porque somos alguém, mas Ele é, alguém misericordioso e perdoador, alguém que consegue amar até mesmo a quem o despreza, que ama a quem o ama tão imperfeitamente. E isso já transborda o suficiente. Mas Ele é ainda o nosso Salvador e consolador. E é quem nos promete a eternidade.

Se conhecêssemos Jesus, saberíamos que Ele é o próprio Deus, mas sujeitou-se a viver na terra como homem, passando por tudo o que passou, limitando-se apenas aos recursos humanos, em vez de ser Deus com todo poder e glória (Filipenses 2). Saberíamos que o Deus que se fez homem não veio para ser Rei sobre Jerusalém ou Galileia, mas para servir, servir ao Pai, servir a nós. E aprenderíamos com Ele, como Ele mesmo nos convida, “aprendei de mim que sou mando e humilde de coração” (Mateus 11).

Se O conhecêssemos, nos constrangeríamos diante de sua humildade e serviço, e não procuraríamos por glória, mas, buscando parecer com Ele, lhe daríamos ainda mais glória, e em vez de mostrar nossas obras ou o que temos conquistado, mostraríamos o Cristo a quem servimos e que nos salva. Diminuiríamos o nosso eu, matando-o cada dia. Para que Jesus apareça.

Poque o evangelho não é sobre mim, nem sobre você. O evangelho é sobre Cristo. Ele é o centro do evangelho. Jesus é o centro da igreja. E se Ele não é o centro de nossas vidas, imagino que estamos caminhando um caminho diferente do da igreja de Cristo, e do que a bíblia aponta.

Ariane Machado