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sábado, 15 de janeiro de 2022

Ele te vê


Tem um episódio de 'The Chosen' (se você ainda não assistiu, precisa assistir) com um título muito parecido com esse, 'I saw you' (Eu vi você), e desde que eu o assisti pela segunda vez eu tenho repetido esse título em mente, Eu vi você, Ele vê você, Ele me vê.

Ele realmente me vê. Sem dúvidas, Ele também te vê. Ele te vê e conhece você, conhece o que você sente, conhece a sua dor. Deus vê as suas lágrimas, aquelas que você compartilha apenas com seus amigos mais próximos, e ele vê aquelas que ficam guardadas somente com você, quando você chora sozinho, sem consolo e geralmente sem esperança.

E ele não vê apenas porque ele conhece todas as coisas, de maneira bem genérica, não! Ele te vê de maneira específica e particular. Não numa imagem abrangente de todo o globo, não numa daquelas imagens entupidas de coisas em que nos jogos precisamos achar alguma coisa específica, Deus te vê como se não houvesse nada à sua volta, sem nenhum impedimento ou interferência, não de maneira vaga, Deus te vê individualmente, em seus momentos de choro, em seus problemas, em suas dores, e ele conhece cada uma delas.

E vamos para mais uma negativa. Ele não conhece as suas dores simplesmente porque ele sabe de todas as coisas. É incrível como a humanidade de Deus em Jesus não é útil apenas para nos salvar (o que já seria mais do que o suficiente), mas por ter sido feito humano, nascido e passado por dores, Jesus "sabe o que é padecer", sim Jesus conhece a ansiedade, a dor de dente, a frustração e o dedinho que bate na quina da mesa, pois Ele passou por tudo isso.

E conhecendo as nossas dores, e vendo as nossas dificuldades, Ele se compadece de nós, Ele olha para nós com olhar de amor e cuidado e Ele tem respostas, consolo e amor para nós. Parecem palavras absurdas de serem ditas, mas Deus, o Criador e sustentador de todas as coisas, um dia sentiu em si, em sua carne, e seu coração e mente as mesmas dores que nos afligem, e quando ele olha para nós e nos vê em nossas lágrimas e frustrações Ele não despreza essas dores como se não fossem nada, ele não diz melhoras, supere, mas também, você queria o quê?!, Ele diz Eu sei, Eu também estive aí, Eu passei por algo parecido, e você não está só. E mais! Ele diz que pode nos consolar. Sim, porque Ele te vê, e Ele conhece a sua dor, Ele pode te consolar.

Nossas lágrimas não precisam ser escondidas, não precisamos fingir que não sentimos, e não podemos achar que ninguém se importa, porque Ele vê e Ele não fica indiferente diante de nossa dor. Ele te vê, e essas palavras foram suficientes para Natanael, por que ele entendeu que ele nunca esteve sozinho, mesmo quando (com toda liberdade literária dada ao filme) ele se afasta de tudo e de todos e vai lamentar sua frustração sozinho debaixo da figueira, mesmo quando ele questiona Deus e apresenta suas razões para ser honrado, mesmo quando Deus poderia apontar-lhe o dedo como fez a Jó lhe perguntando quem pode aconselhar Deus, como numa revelação inesperada ele soube, Deus o viu, e não com acusações, Deus o viu com amor e consolo.

Disse-lhe Natanael: “De onde me conheces?” Respondeu-lhe Jesus: “Antes de Filipe te chamar, quando tu estavas debaixo da figueira, eu te vi”. (João 1:48)

Que diferença fez a Natanael saber que Deus o via? Que Deus o via com amor? E que diferença faz para você, saber que não está sozinho? Deus te vê, e conhece cada pedacinho seu, quando sofre e quando está feliz. Deus te vê.


Ariane Machado.


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Por Amor Aos Patriarcas



Lembro-me quando escrevi sobre Roberta Vicente e seus olhos que brilhavam ao falar de Jesus, mostrando sua paixão, seu amor por Cristo. Influenciando a tantos ou pelo menos a mim, a ser um pouquinho mais como ela, amar mais, olhar mais para Cristo. Vendo-a fazer escolhas se pondo completamente dependente de Deus, e deixando o dinheiro em segundo plano, ou em terceiro, quarto...
Hoje eu quero falar sobre outra pessoa que tem me inspirado a um novo nível e um novo caminho no conhecimento de Deus. Não o vejo em tantos vídeos como Roberta para falar se seus olhos brilham ou não, mas vi alguns vídeos, tive algumas aulas e tenho ouvido muito dele em podcasts, inclusive um conduzido por ele, e lido também coisas que ele tem produzido e já ansiosa para ler seu livro Por Amor Aos Patriarcas. E se não vejo o brilho de seus olhos, eu vejo seu esforço, vejo suas conquistas em seus estudos, como é movido pelo amor de Deus, pelo amor de Deus a um povo, pela fidelidade de Deus a uma promessa.
Este é Igor Sabino, apaixonado pelos judeus, pelos árabes e por todo contexto do oriente médio, baseado não em uma partida de futebol como a me levou a olhar com carinho para os turcos, nem baseado na cultura pop que leva tantos olhares ao Estados Unidos, mas baseado nas escrituras. Sua paixão me levou a olhar para os judeus como eu nunca tinha olhado, mesmo cristã há 25 anos, nunca fui levada a amar nem odiar os judeus, nunca os culpei pela morte de Cristo, mas tampouco os amei como o Israel de Deus.
Me constrange saber que a Bíblia é tão enfática e constante em falar desse amor, mas que vaidosos como somos, pegamos as promessas de um povo e colocamos sobre nós, que nos autodenominamos Israel de Deus, que ignoramos a herança de sangue e até mesmo o contexto do nascimento de Jesus e nos colocamos num lugar que não é nosso.
Mas hoje vejo nosso erro, e me obrigo a uma posição diferente em busca de conhecê-los mais, me inspirando um pouco nos passos de Igor, talvez eu não vá a Israel, mas se daqui de longe posso amá-los o farei, se daqui de longe posso orar por eles o farei, se daqui de longe posso convidar-te a olhar para eles o farei, a olhar para a Bíblia, olhar para Paulo reafirmando o amor de Deus e olhar para todo o Antigo Testamento e todo amor, todo o plano de Deus, todas as promessas, todas as revelações, todo o cuidado e toda paciência de Deus para um povo amado por ele, cuidado por ele, gerado por ele, por amor a Abraão, Isaque e Jacó, por amor aos seus servos fiéis, e ele continua a amar o velho Israel, o novo Israel e eterno Israel de Deus.
Eu não tenho o mesmo alcance que Igor, mas se um dos meus leitores não o conhece, quero apresentá-lo a esse único leitor e te convidar a conhecer seu podcast, seu curso e seu livro POR AMOR AOS PATRIARCAS, que provavelmente nos fará mergulhar nesse amor, nas promessas, no que a bíblia revela, mas que distraidamente, senão por egocentrismo, temos ignorado por tanto tempo.


sábado, 4 de janeiro de 2020

Alegrem-se sempre!



Para os hebreus, o nome de Deus era impronunciável, tal o temor e a distância que deveria ter do Glorioso Deus. Entrar no Santo dos Santos era digno de morte, não pelo homem, mas o próprio Deus sentenciava a pena. Mas um novo tempo foi instaurado, o acesso foi-nos dado, e podemos chama-lo de Amigo. 

Jesus conquista e garante isso para nós, mas ainda assim, muitos de nós escolhemos nos manter distantes. E os motivos são diversos. 

Há quem valorize os cultos, mas fora do ambiente da igreja não existe a menor comunhão, há quem não valorize coisa alguma, basta ter levantado a mão num domingo à noite há sei lá quanto tempo. Há os que escolhem orar, mas tem uma dificuldade tão grande, que suas orações não parecem uma conversar com seu Amigo e Salvador, mas com alguém de 500 anos atrás com uma linguagem super rebuscada e distante, tentando impressionar Deus com o que não é. Ou ora, e sabe muito bem usar as palavras, mas faz de suas orações momentos apenas de lamentação, e se a vida vai bem, acabou-se a comunhão. 

Venho lembra-los de que a oração é um momento de comunhão, um momento de alegria. Poder ter acesso a Deus é uma conquista, não nossa, mas um presente conquistado na cruz e que foi posto em nossas mãos e negligenciamos diariamente. 

Falar com Deus é um momento de encontro com nosso melhor amigo! É melhor do que o encontro pós-jogo para resenhar sobre cada lance, o que sabemos fazer tão bem. É melhor do que o encontro pós-culto que planejamos e ansiamos e sabemos que vai ser muito bom. É melhor do que aquele encontrão com os amigos que você não vê há 1 ou 5 anos. 

É um encontro com Deus! Nosso Senhor, sim, mas também nosso amigo! Olha o que você tem! Olha com quem você está falando! Ou com quem pode estar falando... É uma dadiva! Um presente! Um presente de Deus para nós, precisamos dar valor. 

Não guardando em uma caixinha para que não se quebre a qual apenas olhamos de longe, ou guardamos no fundo de uma gaveta com todo o cuidado. É um presente daqueles que abrimos cheios de ansiedade e usamos da primeira oportunidade, e deixa eu te contar, a oportunidade é hoje, é agora. É amanhã de novo, mas o agora ainda é a melhor oportunidade. Mas com alegria, como quem sabe o valor daquele momento. 

Alegrem-se sempre e orem continuadamente. (I Tessalonicenses 5:16, 17), não é à toa que Paulo põe os dois conselhos juntos. 

É claro que não excluo o arrependimento, as dores, os pedidos da oração. Mas não é apenas isso. A oração também é um lugar de alegria sim! 

Alegrem-se no Senhor! (Filipenses 4:4)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Por um olhar



Estava pensando sobre a criação, Deus não criou o homem antes de tudo, mas depois que o céu azul já estava estabelecido sobre a terra, e as árvores, grandes ou pequenas, floridas ou cheias de frutos já tomavam seu lugar em todo o horizonte, e os animais cheio de cores, formas e costumes diferentes, se exibiam pomposos por toda parte e só então, pôs o homem no meio de tudo isso.

Em comparação, temos à nossa volta um trânsito louco, cheio de gente correndo, xingando quando alguém passa cortando, a fumaça da indústria enegrecendo o céu azul da criação.

Por resultado há suicídios, depressão, ansiedade, stress, loucura, a loucura da alma que adoece, adoece ao olhar para fora de si e ver a doença do mundo.

Ah, o jardim do Éden, fotografia da perfeição, a paisagem de total antítese com o mundo de hoje. Deus criou um paraíso à nossa volta, para que o paraíso se estendesse em nosso ser.

“Os olhos são a janela de nossa alma”, Deus já sabia disso, afinal o que há que ele não saiba? E porque Ele sabia que olhar para a criação, a revelação de si mesmo, nos faria melhor do que o mundo é capaz de nos tornar, ele nos envolveu com a sua glória, não com luz, poder e grandeza, mas aquilo que precisávamos ter em nosso ser, doçura, beleza, nobreza e paz.

Mas, mesmo hoje em meio a todo recurso causador de males, ainda há uma noite estrelada, a cada anoitecer, para apaziguar as tristezas da alma, aproximar-nos do autor da nossa paz. E em cada litoral, há um céu que se encontra com o mar, em sincronia e infinitude, desfazendo cada nó que envolve a nossa alma, ou na complexidade das relações, mas que podem nos lembrar ainda sobre o amor e fidelidade, ou o laço e o carinho.

As sutilezas na criação e no cuidado de Deus a nós, já são suficientes para nos pegar no colo, arrastar-nos para longe do que o nossos olhos estão tão acostumados a ver, e então sarar as nossas feridas, recuperando em nós a nossa própria humanidade roubada pela podridão estampada ao alcance dos nossos olhos.

Mas os olhos que vêem numa janela voltada para os céus, ah, esse tem uma alma continuamente resgatada de volta para Deus.

Ariane Machado

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Me concede uma dança?


Dançar para Deus é um momento ímpar. Concentrar cada movimento seu para a adoração a Deus, a música que saí da sua garganta, o movimento dos braços e mãos exaltando Ele, as passadas e impulsos com os pés, a leveza revelada em cada movimento, e até o pulsar do coração que se acelera à medida em que nos movemos, rodamos, pulamos ou corremos é incrível.

A dança se revela como uma linda forma de adoração. Onde há completa entrega, de cada parte de si.

Porém, melhor do que dançar para Ele, é dançar com Ele. Imagine o Dono do Universo se inclinando para ti e lhe convidando a bailar contigo. As mãos que pintaram o pôr do sol, estão agora em tuas mãos, e lhe envolvendo em seus braços. Os olhos que conhece com exatidão o brilho das estrelas, agora te olham nos olhos. Face a face com o Rei da Glória.

Como Deus se inclina para ouvir o nosso clamor, creio que dedica o mesmo interesse para os nossos momentos de adoração, ele se inclina com atenção para ouvir o nosso louvor, e aprecia com fascínio a nossa arte dedicada a Ele.

Mas muito mais do que olhar para nós, ele quer estar conosco. Deus não nos fez para nos admirar lá do céu. Deus anseia por relacionamento, Deus deseja estar conosco, Ele quer que alcancemos a sua presença, Ele quer nos receber nos mais altos céus, e nos acolher em seu palácio, talvez até na sala do trono, e bailar conosco enquanto os anjos cantam em seu louvor.

Ora, como dançar com Deus enquanto sua presença é apenas espiritual? Um dos sentimentos mais claros que eu encontro na dança é a felicidade, cada movimento, cada rodopio que dou, eu me sinto feliz, e estar em Deus é isso, é ter a nossa felicidade dependente dEle, saber que Ele proverá a nossa felicidade, e nossa boca não a conterá, e se derramará em sorrisos, transbordando até mesmo no olhar.

Antes de a felicidade chegar, porém, precisamos nos derramar em amor, um pouco de amor pela música talvez, mas com certeza, amor por aquele a quem adoramos. Precisamos amar aquele a quem dedicamos o nosso louvor, ou não passará de uma música vazia, ou uma dança sem alma. A nossa adoração precisa ser iniciada por amor, desenvolvida em amor, e continuada porque à medida que amamos, Ele nos ama de volta, e a nossa única resposta possível é dedicar-lhe mais amor, e somos invadidos por ainda mais amor vindo dos céus, e assim progredimos para a eternidade.

E como regra de qualquer dança, seja a valsa, tango ou forró, você precisa confiar no par. E quem é o nosso par nessa dança de adoração senão o mesmo alvo deste louvor? E como não confiar naquele que tem os céus e a terra sobre o seu domínio?

Então vamos entregar-nos em louvor e amor ao nosso Deus, confiando a Ele o nosso corpo, nosso espírito e nosso coração, e nos alegrarmos em sua presença, louvando a Ele com cada parte de nosso ser e dançar nos braços do Pai da criação.

Ariane Machado


terça-feira, 2 de maio de 2017

Encontrando o Autor



De todas as belezas criadas por Deus, a que mais me encanta e me leva a todas as noites busca-la, é o céu negro coroado de estrelas. Mas em cada noite, e a cada estrela eu peço ao Senhor que elas me direcionem a Ele. E em mais um desses pedidos, eu pude entender algo que o Senhor sussurrava a mim, insistentemente.

“Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas”


Eu clamava “que olhar as estrelas me levem a ver o seu Criador, Senhor” e clamor crescia para “que olhar cada criação me leve a ver o Criador, Senhor” e conclui olhando para o homem.

“Que ao olhar para o homem, eu encontre a Ti, Criador, na beleza da criação, na complexidade do sistema nervoso, em cada toque do seu amor. E na bondade de quem, com amor, oferece um abraço, um carinho. Mas que eu também consiga notar a sua ausência num rosto sem paz ou alegria, num coração sem amor.”

O versículo escrito por Paulo faz de Cristo o motivo, a razão, o alvo, certamente, o foco. Nada mais importa que vejamos, por que Jesus é o foco. E entendendo isso, eu posso olhar para uma criança que brinca feliz e encontrar Jesus nela, a alegria que vem dos céus, a leveza e inocência da infância que tanto tem a ver com o Reino de Deus. Posso olhar para um casal apaixonado e ver o amor, que procede do próprio Amor, ou a compaixão do Pai em um olhar, sorriso ou abraço.

Mas posso também não encontrar a leveza em um coração amargurado, e como pessoas que têm Jesus como Centro, responsabilizar-nos por fazer Cristo ser achado também nesse coração. E ainda no que é acompanhado por tristezas, dores e vícios.

Se tudo vem dEle e para Ele é, eu entendo que aquele que destoa desta “regra” não alegra o coração de Deus, e se para isso fomos criados, não alegra também ao de quem se esquiva desta equação. E não posso, portanto, ser egoísta ao ponto de não me esforçar e, nem ao menos, importar-me em fazer Cristo conhecido por esses.

Preciso, por certo, apresentar o foco para aquele que anda perdido e gritar “Ei, você sem amor, eis aqui o Amor”, “E você sem esperança, eis a Esperança para você”. E, incansavelmente, ter Deus como centro de nossas vidas, encontrá-lo em todo tempo, e levá-lo aos que não o receberam. Zelando para que tudo seja porque dele, por Ele e para Ele, a começar pela minha própria vida.

Ariane Machado

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pelos olhos de Deus

Oi, vamos conversar sobre autoestima? É incrível o tanto de vezes que nos vemos preocupados com o que os outros acham e pensam a nosso respeito. Seja sobre a nossa aparência, ou nossas atitudes e ideias. O mundo, a mídia, os grupos realmente tentam nos levar a isso, insistentemente tentam imprimir em nós seus conceitos e nos mostrar que o que os outros pensam é realmente importante.

E como consequência, temos elevados índices de suicídio, diversas doenças causadas pela não aceitação de si próprio, na busca frenética de ser quem querem que sejamos. Mas deixa eu te contar duas coisas, uma é que nós realmente não somos perfeitos, e como não somos! Há tantas falhas em nós, personalidades difíceis, costumes e manias não muito admiráveis e tantos outras características que nos afastam da perfeição.

A segunda coisa, no entanto, não é uma má notícia, mas uma forte verdade que muda tudo. Apesar das inúmeras falhas, nós somos muito mais do que a mídia divulga, do que as pessoas comentam, e até mesmo do que nós pensamos.

Ainda que pensemos que somos a pessoa que mais nos conheçamos, estamos enganados. Eu sei apenas como estou, e o mesmo vale para você. Quem somos, apenas Deus conhece. Porque nossa visão é limitada pelo tempo, e assim temos o passado que talvez nos encha de orgulho ou até mesmo de vergonha, temos o presente, com o qual brigamos muitas vezes, na tentativa de sermos melhores do que somos hoje, e o futuro que é uma grande incógnita. Mas para Deus não há essas barreiras.

Ele sabe hoje, quem somos em totalidade, com tudo o que passou e passará por nós. E ainda independente de todas essas coisas. Em Jesus, não importa a nossa cor, gênero, peso, altura, nacionalidade, ou coisa alguma, porque aos que o recebem, e nele creem, deu o direito de sermos filhos de Deus (João 1:12). O passado é apagado, as falhas perdoadas, e a aparência transformada, ainda que o mundo tente ignorar, somos filhos de Deus.

Jesus também vem nos chamar de amigos, então pouco importa os defeitos que o mundo procura em nós, se somos transformados em Cristo, novas criaturas de Deus. Não precisamos ouvir o que o mundo diz, até porque eles não são donos da verdade, e se hoje eles dizem que características são as melhores, daqui a pouco tudo muda, e criam novos parâmetros, e ninguém nunca é suficiente. E em Cristo também não somos, mas pelo Santo Espírito em nós, somos muito mais do que somos capazes de ser.

Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Todo ser humano foi planejado cheio de valor, apesar de danificados pelo pecado, Jesus nos restaura, nos faz de novo, resgatando nossa identidade e nossa natureza de filhos. E a partir daí, só importa o que Deus pensa de nós, ainda que por vezes nos vejamos tentados a agradar os olhos dos outros, só Deus vai ver quem realmente somos, apenas ele é capaz de ver isso, e reconhecer Jesus em nós, porque o somos graças a Ele, e sua graça derramada sobre nós.

Então, não nos deixemos ser guiados pelos espelhos que o mundo espalha pelo caminho, tentando nos adequar a eles e nos oprimir, se não nos adequarmos. Mas olhemos para Deus, e sejamos como ele, vivendo realmente a nossa identidade de filhos, à imagem do Pai. E para isso, aprendamos com ele, a amar com Jesus amou, e a frutificar as sementes que vêm do Espírito Santo.

Ariane Machado