Mostrando postagens com marcador #reino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #reino. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Por Amor Aos Patriarcas



Lembro-me quando escrevi sobre Roberta Vicente e seus olhos que brilhavam ao falar de Jesus, mostrando sua paixão, seu amor por Cristo. Influenciando a tantos ou pelo menos a mim, a ser um pouquinho mais como ela, amar mais, olhar mais para Cristo. Vendo-a fazer escolhas se pondo completamente dependente de Deus, e deixando o dinheiro em segundo plano, ou em terceiro, quarto...
Hoje eu quero falar sobre outra pessoa que tem me inspirado a um novo nível e um novo caminho no conhecimento de Deus. Não o vejo em tantos vídeos como Roberta para falar se seus olhos brilham ou não, mas vi alguns vídeos, tive algumas aulas e tenho ouvido muito dele em podcasts, inclusive um conduzido por ele, e lido também coisas que ele tem produzido e já ansiosa para ler seu livro Por Amor Aos Patriarcas. E se não vejo o brilho de seus olhos, eu vejo seu esforço, vejo suas conquistas em seus estudos, como é movido pelo amor de Deus, pelo amor de Deus a um povo, pela fidelidade de Deus a uma promessa.
Este é Igor Sabino, apaixonado pelos judeus, pelos árabes e por todo contexto do oriente médio, baseado não em uma partida de futebol como a me levou a olhar com carinho para os turcos, nem baseado na cultura pop que leva tantos olhares ao Estados Unidos, mas baseado nas escrituras. Sua paixão me levou a olhar para os judeus como eu nunca tinha olhado, mesmo cristã há 25 anos, nunca fui levada a amar nem odiar os judeus, nunca os culpei pela morte de Cristo, mas tampouco os amei como o Israel de Deus.
Me constrange saber que a Bíblia é tão enfática e constante em falar desse amor, mas que vaidosos como somos, pegamos as promessas de um povo e colocamos sobre nós, que nos autodenominamos Israel de Deus, que ignoramos a herança de sangue e até mesmo o contexto do nascimento de Jesus e nos colocamos num lugar que não é nosso.
Mas hoje vejo nosso erro, e me obrigo a uma posição diferente em busca de conhecê-los mais, me inspirando um pouco nos passos de Igor, talvez eu não vá a Israel, mas se daqui de longe posso amá-los o farei, se daqui de longe posso orar por eles o farei, se daqui de longe posso convidar-te a olhar para eles o farei, a olhar para a Bíblia, olhar para Paulo reafirmando o amor de Deus e olhar para todo o Antigo Testamento e todo amor, todo o plano de Deus, todas as promessas, todas as revelações, todo o cuidado e toda paciência de Deus para um povo amado por ele, cuidado por ele, gerado por ele, por amor a Abraão, Isaque e Jacó, por amor aos seus servos fiéis, e ele continua a amar o velho Israel, o novo Israel e eterno Israel de Deus.
Eu não tenho o mesmo alcance que Igor, mas se um dos meus leitores não o conhece, quero apresentá-lo a esse único leitor e te convidar a conhecer seu podcast, seu curso e seu livro POR AMOR AOS PATRIARCAS, que provavelmente nos fará mergulhar nesse amor, nas promessas, no que a bíblia revela, mas que distraidamente, senão por egocentrismo, temos ignorado por tanto tempo.


sábado, 4 de janeiro de 2020

Alegrem-se sempre!



Para os hebreus, o nome de Deus era impronunciável, tal o temor e a distância que deveria ter do Glorioso Deus. Entrar no Santo dos Santos era digno de morte, não pelo homem, mas o próprio Deus sentenciava a pena. Mas um novo tempo foi instaurado, o acesso foi-nos dado, e podemos chama-lo de Amigo. 

Jesus conquista e garante isso para nós, mas ainda assim, muitos de nós escolhemos nos manter distantes. E os motivos são diversos. 

Há quem valorize os cultos, mas fora do ambiente da igreja não existe a menor comunhão, há quem não valorize coisa alguma, basta ter levantado a mão num domingo à noite há sei lá quanto tempo. Há os que escolhem orar, mas tem uma dificuldade tão grande, que suas orações não parecem uma conversar com seu Amigo e Salvador, mas com alguém de 500 anos atrás com uma linguagem super rebuscada e distante, tentando impressionar Deus com o que não é. Ou ora, e sabe muito bem usar as palavras, mas faz de suas orações momentos apenas de lamentação, e se a vida vai bem, acabou-se a comunhão. 

Venho lembra-los de que a oração é um momento de comunhão, um momento de alegria. Poder ter acesso a Deus é uma conquista, não nossa, mas um presente conquistado na cruz e que foi posto em nossas mãos e negligenciamos diariamente. 

Falar com Deus é um momento de encontro com nosso melhor amigo! É melhor do que o encontro pós-jogo para resenhar sobre cada lance, o que sabemos fazer tão bem. É melhor do que o encontro pós-culto que planejamos e ansiamos e sabemos que vai ser muito bom. É melhor do que aquele encontrão com os amigos que você não vê há 1 ou 5 anos. 

É um encontro com Deus! Nosso Senhor, sim, mas também nosso amigo! Olha o que você tem! Olha com quem você está falando! Ou com quem pode estar falando... É uma dadiva! Um presente! Um presente de Deus para nós, precisamos dar valor. 

Não guardando em uma caixinha para que não se quebre a qual apenas olhamos de longe, ou guardamos no fundo de uma gaveta com todo o cuidado. É um presente daqueles que abrimos cheios de ansiedade e usamos da primeira oportunidade, e deixa eu te contar, a oportunidade é hoje, é agora. É amanhã de novo, mas o agora ainda é a melhor oportunidade. Mas com alegria, como quem sabe o valor daquele momento. 

Alegrem-se sempre e orem continuadamente. (I Tessalonicenses 5:16, 17), não é à toa que Paulo põe os dois conselhos juntos. 

É claro que não excluo o arrependimento, as dores, os pedidos da oração. Mas não é apenas isso. A oração também é um lugar de alegria sim! 

Alegrem-se no Senhor! (Filipenses 4:4)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Um nascimento sacrificial

O sacrifício de Jesus pela salvação da humanidade não se inicia na cruz, nem mesmo em sua prisão no Getsêmani, ou na angustiante oração sozinho que travou pouco antes da prisão. O episódio da ultima ceia, certamente carregou em si a dor da despedida, acompanhada da ansiedade pelo que haveria de vir, que Cristo já antevia. Tão pouco começou três anos antes, com o início de seu ministério e seus 40 dias de fome e sede no deserto.

"No princípio era o Verbo, [...] e o Verbo era Deus", se sua vida não iniciou em sua humanidade, o seu conhecer também antecede tal período, ao longo de sua existência Jesus tinha conhecimento do que haveria de suportar em carne por amor à humanidade, mas sem experimentar. Sem um corpo físico ou nossas emoções imperfeitas e conflitantes.

Mas então, ele nasceu. Grande alegria sobre toda a terra, a noite mais aguardada pelos céus e pela terra chegou! A estrela brilhou e indicou o caminho, os magos viajaram para o adorar, os pastores, os anjos, o ancião Simeão, e quem quer que estivesse atento soube, o grande dia chegou! A libertação para Israel chegou! Um novo tempo foi instaurado! Para Herodes era uma ameaça, ora, um novo Rei nasceu! E para Jesus...

Bom, era um novo tempo também para ele. Aquele a quem "pertence o mundo e tudo o que nele existe", que tem todo o poder, agora chorava na tentativa de informar à sua mãe que tinha fome, uma nova sensação que nunca experimentara, uma incapacidade que lhe privava de falar, pegar os objetos com segurança, levantar e andar em suas próprias pernas, que roubava-lhe toda a autonomia, mesmo tendo ainda todo o poder ao alcance de suas mãos

A humanidade é a imagem e semelhança de Deus e fruto do seu amor, mas submeter-se a viver sendo como sua criação é descrito por Paulo como humilhação. Jesus se humilhou, Jesus se limitou, se privou, se submeteu a dores e dificuldades, que sua natureza divina nunca lhe permitira sentir.

A vida de Jesus não foi um conto de fadas até chegar aos históricos, grandiosos e imponentes dias de sua morte e ressurreição. Jesus veio ao mundo colocando-se numa sociedade dominada pelo império romano, que sofria com os abusos de Roma, passando por dificuldade financeiras, e não na capital, mas numa cidade pequena e pobre. Uma cidade com problemas de abastecimento de água, numa época sem metade das comodidades a que temos acesso. Mas ele experimentou das mesmas aflições pelas quais passamos ao longo da vida.

O simples nascimento foi um expressão de amor, mas como a bíblia declara o amor é sofredor, mesmo o perfeito amor é acompanhado de sofrimento. A noite que hoje comemoramos com luzinhas, as mais fartas comidas, as pessoas mais amadas, e regada de presentes, em sua versão original foi desconhecida para a quase todos, num ambiente que não foi preparado para tal, sob a companhia de animais, rejeitado desde já pelo dono da pousada que não recebeu seus pais Maria e José, e já caçado pelo Rei Herodes.

O início do sofrimento de Jesus é marcado pelo inicio de sua vida humana, mas acompanhado da melhor revelação de Deus, a manifestação da graça, da verdade e principalmente do Amor de Deus. Estava se cumprindo seu plano perfeito.

Ariane Machado

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Me concede uma dança?


Dançar para Deus é um momento ímpar. Concentrar cada movimento seu para a adoração a Deus, a música que saí da sua garganta, o movimento dos braços e mãos exaltando Ele, as passadas e impulsos com os pés, a leveza revelada em cada movimento, e até o pulsar do coração que se acelera à medida em que nos movemos, rodamos, pulamos ou corremos é incrível.

A dança se revela como uma linda forma de adoração. Onde há completa entrega, de cada parte de si.

Porém, melhor do que dançar para Ele, é dançar com Ele. Imagine o Dono do Universo se inclinando para ti e lhe convidando a bailar contigo. As mãos que pintaram o pôr do sol, estão agora em tuas mãos, e lhe envolvendo em seus braços. Os olhos que conhece com exatidão o brilho das estrelas, agora te olham nos olhos. Face a face com o Rei da Glória.

Como Deus se inclina para ouvir o nosso clamor, creio que dedica o mesmo interesse para os nossos momentos de adoração, ele se inclina com atenção para ouvir o nosso louvor, e aprecia com fascínio a nossa arte dedicada a Ele.

Mas muito mais do que olhar para nós, ele quer estar conosco. Deus não nos fez para nos admirar lá do céu. Deus anseia por relacionamento, Deus deseja estar conosco, Ele quer que alcancemos a sua presença, Ele quer nos receber nos mais altos céus, e nos acolher em seu palácio, talvez até na sala do trono, e bailar conosco enquanto os anjos cantam em seu louvor.

Ora, como dançar com Deus enquanto sua presença é apenas espiritual? Um dos sentimentos mais claros que eu encontro na dança é a felicidade, cada movimento, cada rodopio que dou, eu me sinto feliz, e estar em Deus é isso, é ter a nossa felicidade dependente dEle, saber que Ele proverá a nossa felicidade, e nossa boca não a conterá, e se derramará em sorrisos, transbordando até mesmo no olhar.

Antes de a felicidade chegar, porém, precisamos nos derramar em amor, um pouco de amor pela música talvez, mas com certeza, amor por aquele a quem adoramos. Precisamos amar aquele a quem dedicamos o nosso louvor, ou não passará de uma música vazia, ou uma dança sem alma. A nossa adoração precisa ser iniciada por amor, desenvolvida em amor, e continuada porque à medida que amamos, Ele nos ama de volta, e a nossa única resposta possível é dedicar-lhe mais amor, e somos invadidos por ainda mais amor vindo dos céus, e assim progredimos para a eternidade.

E como regra de qualquer dança, seja a valsa, tango ou forró, você precisa confiar no par. E quem é o nosso par nessa dança de adoração senão o mesmo alvo deste louvor? E como não confiar naquele que tem os céus e a terra sobre o seu domínio?

Então vamos entregar-nos em louvor e amor ao nosso Deus, confiando a Ele o nosso corpo, nosso espírito e nosso coração, e nos alegrarmos em sua presença, louvando a Ele com cada parte de nosso ser e dançar nos braços do Pai da criação.

Ariane Machado


terça-feira, 2 de maio de 2017

Encontrando o Autor



De todas as belezas criadas por Deus, a que mais me encanta e me leva a todas as noites busca-la, é o céu negro coroado de estrelas. Mas em cada noite, e a cada estrela eu peço ao Senhor que elas me direcionem a Ele. E em mais um desses pedidos, eu pude entender algo que o Senhor sussurrava a mim, insistentemente.

“Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas”


Eu clamava “que olhar as estrelas me levem a ver o seu Criador, Senhor” e clamor crescia para “que olhar cada criação me leve a ver o Criador, Senhor” e conclui olhando para o homem.

“Que ao olhar para o homem, eu encontre a Ti, Criador, na beleza da criação, na complexidade do sistema nervoso, em cada toque do seu amor. E na bondade de quem, com amor, oferece um abraço, um carinho. Mas que eu também consiga notar a sua ausência num rosto sem paz ou alegria, num coração sem amor.”

O versículo escrito por Paulo faz de Cristo o motivo, a razão, o alvo, certamente, o foco. Nada mais importa que vejamos, por que Jesus é o foco. E entendendo isso, eu posso olhar para uma criança que brinca feliz e encontrar Jesus nela, a alegria que vem dos céus, a leveza e inocência da infância que tanto tem a ver com o Reino de Deus. Posso olhar para um casal apaixonado e ver o amor, que procede do próprio Amor, ou a compaixão do Pai em um olhar, sorriso ou abraço.

Mas posso também não encontrar a leveza em um coração amargurado, e como pessoas que têm Jesus como Centro, responsabilizar-nos por fazer Cristo ser achado também nesse coração. E ainda no que é acompanhado por tristezas, dores e vícios.

Se tudo vem dEle e para Ele é, eu entendo que aquele que destoa desta “regra” não alegra o coração de Deus, e se para isso fomos criados, não alegra também ao de quem se esquiva desta equação. E não posso, portanto, ser egoísta ao ponto de não me esforçar e, nem ao menos, importar-me em fazer Cristo conhecido por esses.

Preciso, por certo, apresentar o foco para aquele que anda perdido e gritar “Ei, você sem amor, eis aqui o Amor”, “E você sem esperança, eis a Esperança para você”. E, incansavelmente, ter Deus como centro de nossas vidas, encontrá-lo em todo tempo, e levá-lo aos que não o receberam. Zelando para que tudo seja porque dele, por Ele e para Ele, a começar pela minha própria vida.

Ariane Machado

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Mãos vazias

Eu estava pensando no quanto eu gasto tempo vendo gameplays, não quero criticar quem o faz, até porque eu mesma faço e muito. Passo muito tempo vendo jogos de pes, gartic, uno e outros jogos aleatórios, e sem entrar na discussão sobre o uso do tempo, eu comecei a refletir sobre a minha posição nesse meu novo vício, eu sou apenas uma espectadora.

Ao invés de jogar, eu fico assistindo a outros jogadores. E notei que isso se aplica a outras coisas em minha vida, sempre que trabalham aqui em casa, um pedreiro, por exemplo, eu fico assistindo seu trabalho, talvez eu já seja capaz de construir uma casa sozinha.

E quantas vezes em nossas vidas, em várias áreas temos sidos meros espectadores? A vida vai passando e nós vamos apenas observando. Eu não conseguiria listar o tanto de coisas que já assisti, não listando cada vídeo, mas coisas, sejam os jogos, a reforma da minha cozinha, a construção da casa da minha tia, e tantas outras coisas. Quanto a lista de realizações, eu não teria muitos itens.

Eu costumava ter um mural de fotos, e nele tinha também trechos de algumas músicas, entre elas “nunca mais serei aquela que se fez seca vendo a vida passar pela janela”, e quantas vezes nos temos posto nessa posição. E perdemos tempo apenas observando a nossa vida, deixando-a correr da forma que ela vem a nós. Sem nenhum esforço em mudá-la, ou ainda que não mudando, dar a nossa cara à nova realidade.

E isso está, muitas vezes, presente em nossa vida com Cristo. Aceitamos a Jesus, entramos para uma comunidade evangélica, e vamos frequentando a igreja, frequentando, frequentando e nada acontece. Nossa vida não muda, nós não frutificamos, ninguém é alcançado por meio nós, não tomamos responsabilidades no serviço, e continuamos a apenas frequentar cultos.

A bíblia relata uma parábola em que um senhor viaja e deixa seus servos responsáveis por suas riquezas, quando ele retorna, procura pelos resultados do seu tempo fora. Há servos que multiplicaram a riqueza do senhor, que investiram, correram atrás, mas um dos servos nada fez, e na hora da chamada, nada tinha para entregar ao seu senhor. (Mt 25)

Qual dos servos nós temos sido? Se tentássemos fazer uma lista das nossas realizações em nossa caminhada com Cristo, será que teríamos sucesso? Temos pelo menos um item? Ou você acha que ir à igreja é o máximo que pode fazer? 

Não precisamos de uma lista, também não precisamos nos destacar, tentar ser o melhor, o irmão que mais traz visitantes ou coisa do tipo. Mas precisamos sair da janela. Parar de apenas olhar e trabalhar em favor do reino. Mostrar Cristo onde formos, para que cada ambiente em que você for seja mudado pela presença de Cristo através de você. Quem sabe ajudando sua igreja assumindo um novo cargo. Visitando os irmãos doentes. Evangelizando. Deus não nos chamou para preencher os bancos da igreja ou uma lista de membros, Ele quer agir em ti e através de ti.

Levante-se, moça ou moço, e vamos rever isso. Sair da Janela, ter um novo relacionamento com Deus, e dizer ao seu pastor que ele pode contar com você também.

Ariane Machado

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O noivo te espera



“Oh Senhor, venha nos despertar”, nos despertar para ouvirmos a tua voz. Que a leitura da Tua palavra seja muito mais do que histórias, mas uma palavra viva que O revela a nós. Que entendamos a palavra do pastor como vinda de Ti, e as sigamos em Tua direção. Que sejamos capazes de ouvir a Tua voz a nos chamar para perto de Ti.

Nos desperta, oh Pai, para olharmos à nossa volta e ver as tuas revelações. Olhar o que acontece em nosso tempo e ver os teus sinais. Te clamo, Senhor que o Teu Santo Espírito nos desperte para vermos o cumprimento da tua palavra e a chegada iminente do dia final.

Desperta a mim, e desperta a Tua igreja, para que possamos ver a dor que há nas ruas. Que não estejamos tão acostumados que nosso amor tenha se esfriado. Mas que não consigamos mais passar 24 horas sem tentar te fazer conhecido, sem amenizar as necessidades do mundo, sem atender ao clamor dos homens por um Salvador.

Diferente dos relatos bíblicos em que a noiva espera pelo noivo, a maioria dos casamentos em nosso tempo sempre há o noivo em frente ao altar esperando pela noiva, que costuma se atrasar. Na composição de Gabriel Guedes, este é o retrato deste nosso tempo, o momento é chegado e o noivo está atento.

E buscando entre as profecias bíblicas, encontramos um relato no qual a noiva não se preparou para a chegada do noivo, essas perderam a sua passagem e consequentemente a salvação Nele. Mas o nosso noivo está por vir. Ele está pronto, quem sabe até mesmo ansioso esperando que o Pai permita a sua vinda. E o que Deus está esperando?

Ele tem visto uma noiva de vestido manchado, uma noiva que brinca com o pecado despreocupadamente, uma noiva que já não conhece a voz do noivo. Uma noiva distraída, contemplando coisas passageiras, encantada por coisas muito aquém do que o noivo nos promete.

Então cabe a nós mesmos, noiva de Cristo, apressar a sua chegada. Cabe a nós, voltar a olhar para as coisas do alto e ansiar pelo encontro com Jesus. Precisamos ser despertados, a marcha nupcial já toca ao longe em não lembramos que o casamento é nosso...

Oh Senhor venha nos despertar, nos chama para perto e nos leva a pregar o teu nome hoje, nos leva a buscar-te mais e mais, a sermos cheios de Ti e transbordarmos do teu amor. Para que todo o mundo veja em nós a alegria de sermos amados seus, e queiram compartilhar desse amor e fazer parte dessa festa.

Pois contigo eu quero estar, e que todos possamos cantar, em verdade, que contigo queremos estar, e nada seja mais desejado, nada seja tão prioritário, nada seja tão urgente do que contigo estar. E o noivo já não tenha o que esperar, mas comecemos essa festa que se estenderá por toda a eternidade. Nós com Cristo e Cristo conosco, para todo sempre.

Ariane Machado

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A verdade revelada em Cristo



Um menino nasceu, um filho se nos deu, o cumprimento da promessa enfim era chegado, Jesus nasceu! Mas contrariando a toda espera dos judeus, veio sem pompa, sem destaque, palácio ou coroa. Numa estrebaria, entre animais, nasceu aquele que esperavam ser o novo Rei, e essa história revive em nossos corações nesses dias.

“Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão desde agora e para sempre” – profetizou Isaías, algumas centenas de anos antes. E era essa a esperança de seus conterrâneos. Perdidos os dias de glória dos tempos de Davi, o povo que fora cativo de tantas nações ao longo dos anos de pecado e afastamento de Deus, tinha uma promessa, promessa essa que parecia se cumprir nesses dias. O Rei dos judeus nasceu!

Natanael, quando chamado para justar-se a Cristo no discipulado exclamou: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei dos Judeus”. Isaías foi muito claro, anos de espera, ele era o Rei! Eles apenas não entenderam. Jesus é mesmo Rei, mas o reino era outro. Ele não tinha a intenção de lutar contra Roma, liderar um batalhão de revoltados, expulsar os romanos, garantir o cumprimento das tradições. Não era nada disso! E poucos foram o que entenderam, e mesmo aos que foi revelado a verdade do Reino de Cristo, demoraram um pouco a viver essa verdade.

Anos ao lado de Cristo, e anos de engano. Multidões o acompanhavam e essa multidão esperava pelo que ele não veio fazer. E hoje, multidões ainda o acompanham buscando o que ele não veio dar. O reino foi revelado, os discípulos pregaram por anos e deixou registrado para nós que se tratava do reino espiritual.

Essa já não é mais a dúvida, todos entendemos isso, mas nem sempre lembramos que as coisas não são tão claras quando escritas. Temos entendido que quando os profetas revelam o reinado de Jesus, eles não apontam tão claramente o que falam. E demoramos anos para entender isso. Mas ainda acompanhamos Jesus buscando o que ele não veio dar. Não mais atrás de um trono, coroa e palácio. Buscamos milagres.

As multidões dos tempos de Jesus buscavam milagres, e muita gente hoje nas nossas igrejas buscam apenas milagres. Parecem um pouco menos mal entendidos, afinal Jesus realmente cura, liberta, restaura, recupera a visão, faz coisas extraordinárias. Mas são só sinais. Sinais do que ele realmente veio anunciar.

Os milagres, o alívio dos tormentos da nossa vida de castigados pecadores é apenas um sinal, uma amostra do reino para o qual ele nos convidou. Porque lá “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor”, e toda vez que ele curou um leproso, um coxo, deu visão a um cego, não dizia que merecemos uma vida de confortos, ele não dizia que veio para nos livrar dessas dores, ele apontava para o lugar ao qual nos convida.

Ele faz milagres sim, glória a Deus, porque Ele é Todo-Poderoso, e pode sim nos curar, não só pode como faz, mas essa não é mensagem que ele veio nos deixar. Ele não viveu o que viveu e morreu como morreu para ser um milagreiro. Jesus é muito mais do que isso, e veio para muito mais do que isso.

Cristo faz Deus conhecido, ele revela Deus, para isso ele desceu, para apresentar o Pai a nós, e a partir dele o céu se abriu, agora conhecemos Deus, porque “quem o vê, vê ao Pai” e partindo da nova vida estabelecida em Cristo, há um novo relacionamento entre os homens e Deus, nele somos chamados Filhos de Deus.

Jesus veio abrir o caminho, limpar-nos de nossos pecados, e nos conduzir ao Reino dos céus. E esse reino começa a ser vivido aqui, hoje, a cada dia. Não numa vida separada da humanidade, e das dores ligadas a ela. Mas desde agora, num novo relacionamento com Deus. Essa foi a vida de Cristo, nos guiar ao conhecimento de Deus, nos levar a ser amigos dele, e ainda filhos.

Uma nova vida, não mais vivida na carne, mas renascida em espírito, para conhecer aquele que é espírito e nos relacionarmos com ele de maneira genuína, algo que venha do mais íntimo do ser. A mensagem de Cristo não é sobre o poder de suas mãos para lutar contra Roma ou realizar milagre, mas sobre um coração com um amor perfeito dedicado a nos amar, e ele nos conduz a amar o Pai de volta, e chama-lo de Pai, viver com o Pai.

Ariane Machado