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domingo, 7 de agosto de 2022

Histórias de dores




Quantas feridas
Quantas palavras malditas
Ou palavras não ditas....

Tantas famílias
Abraços negados,
Agressões veladas,
Laços desfeitos

Corações dilacerados
Respirações ofegantes
A ansiedade domina

Domina a esperança que se vai
Futuro parece que não há...
Desistir é um caminho?
'Eu já não aguento'
Onde encontrar forças?
Nos abraços negados...?
A família... um refúgio?

Não...

Muitas vezes a família, o motivo
A família que agrediu a infância
Que conturbou a adolescência
Os sonhos, roubou
Entulhou problemas
Anulou o valor de um pai, de uma mãe
E a criança sozinha
Não sabe em quem confiar

Todo amanhecer é pesado demais
Os sorrisos que me dão, posso confiar?
O que escondem de mim? Parece zombaria
Sozinho se vê
Já não sabe quem ser
E o alívio, onde encontrar?

'Vinde a mim', diz uma voz
Mas confiar não é opção
'Vinde a mim você que está cansado'
Sou eu, cansado e sobrecarregado
Mas há lugar onde descansar?
Há lugar em que meus músculos possam relaxar?
A respiração enfim pode acalmar?
'Vinde a mim.... Eu te aliviarei'
Essa voz... De onde vem?
A essa altura, quem olharia para mim?

Seu Pai!

Aquele que me roubou a alegria?
Um outro Pai
O Pai do Céu, o Pai Celeste
O Deus Pai
Aquele que é 'manso e humilde'
E ele é meu pai?
Sim, desde que você creu

'Ao que creu, deu o direito de ser filho'
Filho de Deus
E não há mais distancia
Vivemos como desprezados
Vestimos a história que o mundo nos impôs
Mas somos filhos
Filho amado, em quem Ele tem prazer
A quem muito ama

Com os olhos mergulhados na dor,
Somos cegos
Enterrados nas armadilhas das lembranças,
Nos fazemos prisioneiros
Mas na verdade, somos Filhos

Lança fora o que passou
Fora não...
Lança sobre Ele as dores
Ofusca o que ainda vê em casa
Desvia e olhar
E olha para Ele,
Corre para Deus
E se encontra nos braços desse Pai
Num abraço onde há amor
Onde há liberdade
E promessas fies!
Uma nova história!
Uma história de filhos,
De filhos amados.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Alegrem-se sempre!



Para os hebreus, o nome de Deus era impronunciável, tal o temor e a distância que deveria ter do Glorioso Deus. Entrar no Santo dos Santos era digno de morte, não pelo homem, mas o próprio Deus sentenciava a pena. Mas um novo tempo foi instaurado, o acesso foi-nos dado, e podemos chama-lo de Amigo. 

Jesus conquista e garante isso para nós, mas ainda assim, muitos de nós escolhemos nos manter distantes. E os motivos são diversos. 

Há quem valorize os cultos, mas fora do ambiente da igreja não existe a menor comunhão, há quem não valorize coisa alguma, basta ter levantado a mão num domingo à noite há sei lá quanto tempo. Há os que escolhem orar, mas tem uma dificuldade tão grande, que suas orações não parecem uma conversar com seu Amigo e Salvador, mas com alguém de 500 anos atrás com uma linguagem super rebuscada e distante, tentando impressionar Deus com o que não é. Ou ora, e sabe muito bem usar as palavras, mas faz de suas orações momentos apenas de lamentação, e se a vida vai bem, acabou-se a comunhão. 

Venho lembra-los de que a oração é um momento de comunhão, um momento de alegria. Poder ter acesso a Deus é uma conquista, não nossa, mas um presente conquistado na cruz e que foi posto em nossas mãos e negligenciamos diariamente. 

Falar com Deus é um momento de encontro com nosso melhor amigo! É melhor do que o encontro pós-jogo para resenhar sobre cada lance, o que sabemos fazer tão bem. É melhor do que o encontro pós-culto que planejamos e ansiamos e sabemos que vai ser muito bom. É melhor do que aquele encontrão com os amigos que você não vê há 1 ou 5 anos. 

É um encontro com Deus! Nosso Senhor, sim, mas também nosso amigo! Olha o que você tem! Olha com quem você está falando! Ou com quem pode estar falando... É uma dadiva! Um presente! Um presente de Deus para nós, precisamos dar valor. 

Não guardando em uma caixinha para que não se quebre a qual apenas olhamos de longe, ou guardamos no fundo de uma gaveta com todo o cuidado. É um presente daqueles que abrimos cheios de ansiedade e usamos da primeira oportunidade, e deixa eu te contar, a oportunidade é hoje, é agora. É amanhã de novo, mas o agora ainda é a melhor oportunidade. Mas com alegria, como quem sabe o valor daquele momento. 

Alegrem-se sempre e orem continuadamente. (I Tessalonicenses 5:16, 17), não é à toa que Paulo põe os dois conselhos juntos. 

É claro que não excluo o arrependimento, as dores, os pedidos da oração. Mas não é apenas isso. A oração também é um lugar de alegria sim! 

Alegrem-se no Senhor! (Filipenses 4:4)

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Fonte dos desejos


Quantas vezes nos vemos diante de situações em que gostaríamos de que, por um segundo, uma moedinha jogada no fundo de uma fonte realmente nos garantisse um desejo realizado. Ah, quão bom seria se fosse tão fácil, uma única moedinha de qualquer valor, e “zas!”, problema resolvido, confusão desfeita, sonho realizado, ou o que quer que fosse o nosso problema.

Porém, os autores de ficção inventaram algo melhor que uma fonte de desejo, em vez de um único desejo, poderíamos esfregar uma lâmpada e trazer a nós um gênio, ele então realizaria não um, nem dois, mas três desejos. Não precisaríamos nos limitar ao mais urgente ou importante, poderíamos ter um pouco de tudo.

Mas, alguns têm falado de um gênio sem limites, uma fonte de desejos alimentada não por moedas, mas por fé. Sim, depois de nos iludirem nos livros infantis e diversos filmes com diferentes versões daquele que realizaria as nossas vontades, trouxeram para a vida real.

Na verdade, essa fonte de desejos existe, ele só não é uma fonte, como dizem. Não basta jogar um pouco de fé e “zas!”, oração atendida. Ele é capaz de fazer mais do que qualquer criação das histórias infantis, Ele vai além do que qualquer ser humano já foi capaz de desejar. Sim, eu falo de Deus, não aquele que você acha está esperando a sua próxima lista de pedidos, eu falo do Deus que está ansioso esperando que você fale com ele, com alguns pedidos talvez, mas com a gratidão pelos que já realizou, e a confiança apesar dos que não saíram bem como você queria.

Eu falo do Deus que, mesmo tendo o mundo sob seus pés, e o domínio sobre os anjos e cada animal da terra e mar, deseja que você fale com Ele. Isso mesmo, só fale. Fale como foi o seu dia, como foi difícil aquela situação mais cedo, conte para Ele o que você sentiu naquela hora, mas lembre-se também de falar daquele momento em que notou o sol, e como você achou bonito o céu hoje, e agradeça por aquele passarinho que você ouviu e parecia estar cantando especialmente para você.

Conte para Ele os seus sonhos, o que você está planejando para o fim de semana, e sobre aquilo que você está planejando comprar, não, não se preocupe, ele não acha isso bobo. Na verdade, Ele é um Pai muito dedicado, e fica encantado quando você mostra interesse por ele, e quando você gasta tempo contando suas coisas para ele, ele também tem interesse por você.

Ele não é uma fonte sem vida que está lá apenas para te realizar, Ele é uma pessoa que deseja se relacionar contigo. Ah, como Ele deseja isso! Ele quer amar-te e ser amado por ti. Ele quer a sua companhia, e também estar contigo. Ele também quer te fazer feliz, realizando alguns desejos seus, mas principalmente realizando os dele, e na hora dele, porque Ele sabe exatamente o que você precisa, e qual o momento ideal. Fale com Ele, confie nele, e se entregue a Jesus Cristo por completo.

Ariane Machado

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Não escolha ser órfão




Há algum tempo eu trouxe uma música do Estevão Queiroga, exaltando o amor de Deus. Mas não foi o bastante para que eu parasse de refletir a respeito dessa música. E me lembrei que toda situação tem dois lados, mesmo quando podemos ver o amor maravilhoso de Deus, há o alvo do amor, capaz de ter uma postura completamente avessa.

“Quando o pai se senta pra brincar com o filho”



Eu ouvi essa música incontáveis vezes, e só conseguia ver esse amor maravilhoso do Pai que se dedica em amor e atenção ao seu filho. Mas, e quando o filho não se senta ao lado de seu pai, para compartilhar nesse momento e sentimento?

Me surpreendi ao me ver nessa situação. Não tenho uma clara e real memória disso, mas por terem me contado, sei que eu era essa filha que se nega a sentar-se com seu pai, e aproveitar dessa construção de amor.

Eu era nova, uma criança com seus, talvez, dois anos de idade. Meu pai tentava chamar a minha atenção, conquistar-me para perto dele, mas eu me afastava, preferia brincar sozinha, a estar com ele. E eu tinha ali um pai, se dedicando, demonstrando amor, mas era uma criança, com o coração (por alguma razão) endurecido com relação ao meu pai.

E assim é o ser humano, e a razão é conhecida por todos, tem por nome pecado. O pecado transformou crianças puras e inocentes, em corações endurecidos, desconfiados, capazes de rejeitar o amor. Deus pai, desde a criação busca sentar-se com seus filhos. Adão, com a inocência de um coração puro, teve o privilégio de passar suas tardes com o seu Pai, caminhar com ele, conversar com ele, compartilhar do amor dele.

Mas o pecado nos rasgou a relação. Da mesma maneira que eu rejeitava o meu pai, um adolescente muitas vezes rejeita o conselho ou o carinho do pai, um jovem exige que seu pai “não se meta em sua vida”, e geração após geração, o homem se nega a sentar-se com o Pai celestial.

Deus nos chama para perto, ele nos busca. Ele nos dá noite após noite, um espetáculo de lindas e reluzentes estrelas e nos chama a prestar atenção, a calarmos e vermos o seu cuidado, mas nos negamos a dar-lhe a devida atenção. Ele nos dá relacionamentos com nossas familias e amigos e diz que é apenas uma amostra do que podemos ter com ele, mas o ignoramos mais uma vez. E até mesmo quando vamos à igreja, ele nos acompanha até lá, senta-se para nos ouvir, mas nos distraímos durante o louvor preocupados com o baterista que errou o ritmo, ou o cantor que falhou quando subiu demais numa nota.

Quando o pai se senta pra brincar com o filho, ele nos convida a sentar-se com ele, e aproveitar do derramamento do seu grandioso amor. Não continue a rejeitar o seu pai, e não escolha ser órfão quando há um Pai cheio de amor esperando por você. Sente-se com o nosso Pai, e o conheça, o sinta, o ame de volta.

Ariane Machado

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pelos olhos de Deus

Oi, vamos conversar sobre autoestima? É incrível o tanto de vezes que nos vemos preocupados com o que os outros acham e pensam a nosso respeito. Seja sobre a nossa aparência, ou nossas atitudes e ideias. O mundo, a mídia, os grupos realmente tentam nos levar a isso, insistentemente tentam imprimir em nós seus conceitos e nos mostrar que o que os outros pensam é realmente importante.

E como consequência, temos elevados índices de suicídio, diversas doenças causadas pela não aceitação de si próprio, na busca frenética de ser quem querem que sejamos. Mas deixa eu te contar duas coisas, uma é que nós realmente não somos perfeitos, e como não somos! Há tantas falhas em nós, personalidades difíceis, costumes e manias não muito admiráveis e tantos outras características que nos afastam da perfeição.

A segunda coisa, no entanto, não é uma má notícia, mas uma forte verdade que muda tudo. Apesar das inúmeras falhas, nós somos muito mais do que a mídia divulga, do que as pessoas comentam, e até mesmo do que nós pensamos.

Ainda que pensemos que somos a pessoa que mais nos conheçamos, estamos enganados. Eu sei apenas como estou, e o mesmo vale para você. Quem somos, apenas Deus conhece. Porque nossa visão é limitada pelo tempo, e assim temos o passado que talvez nos encha de orgulho ou até mesmo de vergonha, temos o presente, com o qual brigamos muitas vezes, na tentativa de sermos melhores do que somos hoje, e o futuro que é uma grande incógnita. Mas para Deus não há essas barreiras.

Ele sabe hoje, quem somos em totalidade, com tudo o que passou e passará por nós. E ainda independente de todas essas coisas. Em Jesus, não importa a nossa cor, gênero, peso, altura, nacionalidade, ou coisa alguma, porque aos que o recebem, e nele creem, deu o direito de sermos filhos de Deus (João 1:12). O passado é apagado, as falhas perdoadas, e a aparência transformada, ainda que o mundo tente ignorar, somos filhos de Deus.

Jesus também vem nos chamar de amigos, então pouco importa os defeitos que o mundo procura em nós, se somos transformados em Cristo, novas criaturas de Deus. Não precisamos ouvir o que o mundo diz, até porque eles não são donos da verdade, e se hoje eles dizem que características são as melhores, daqui a pouco tudo muda, e criam novos parâmetros, e ninguém nunca é suficiente. E em Cristo também não somos, mas pelo Santo Espírito em nós, somos muito mais do que somos capazes de ser.

Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Todo ser humano foi planejado cheio de valor, apesar de danificados pelo pecado, Jesus nos restaura, nos faz de novo, resgatando nossa identidade e nossa natureza de filhos. E a partir daí, só importa o que Deus pensa de nós, ainda que por vezes nos vejamos tentados a agradar os olhos dos outros, só Deus vai ver quem realmente somos, apenas ele é capaz de ver isso, e reconhecer Jesus em nós, porque o somos graças a Ele, e sua graça derramada sobre nós.

Então, não nos deixemos ser guiados pelos espelhos que o mundo espalha pelo caminho, tentando nos adequar a eles e nos oprimir, se não nos adequarmos. Mas olhemos para Deus, e sejamos como ele, vivendo realmente a nossa identidade de filhos, à imagem do Pai. E para isso, aprendamos com ele, a amar com Jesus amou, e a frutificar as sementes que vêm do Espírito Santo.

Ariane Machado

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Olhai para os pequenos detalhes



Eu tenho visto muito, nos dias de hoje, a igreja clamando pelo sobrenatural. A igreja tem pautado sua estrutura, sua visão, sua mensagem nos mistérios de Deus. E muitas estão repletas de mensagens em línguas estranhas, visões, sonhos, profecias e tanto mais.

Não as critico, a bíblia realmente fala acerca de tudo isso, e creio que o Senhor se revela a nós de tantas formas, conforme a sua vontade. Mas a minha oração nesses dias tem sido diferente.

Eu tenho orado para que eu encontre o Senhor numa simples noite, sem nenhum espetáculo espiritual, mas em tão somente olhar para as estrelas no céu. Eu quero olhar para a linda e grande lua cheia e encontrar o Criador em sua beleza. Quero ver a natureza de Deus traçada na sutileza da lua nova.

Eu quero ouvir uma canção a Deus no som das ondas do mar, e junto com ele adorar a Deus, rendendo-lhe graças. Eu quero ser levada à presença do Pai pelo soprar do vento que se apresenta nas praias.

Eu quero que o meu anseio por Deus, a minha procura pelo Pai seja tanta que eu O encontre em toda parte. Que onde quer que eu olhe lá Ele esteja. E o meu clamor por sua presença seja tão grande, que eu não precise de um evento ou um espetáculo que o meu coração humano possa desejar, mas que em tudo que me rodeia, e em cada obra do Pai, ele se revele a mim.

Que eu possa sentir o teu toque, o teu amor e o teu cuidado, não apenas quando alguém for curado, ou grandes eventos se revelarem, mas que quando a chuva vier a cair, eu veja que Ele está a regar a terra em nosso cuidado. E quando o sol nascer, eu encontre o seu amor manifestado através dos raios que retornam para nos aquecer e iluminar.

Porque a sua criação realmente o revela. E há assinaturas suas em cada uma de suas obras. “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”, declara o salmista, e ele continua dizendo que “não há linguagem ou fala onde não se ouça a sua voz”, então eu clamo para que os meus olhos e os meus ouvidos não se percam, e não deixem que a voz do Senhor passe despercebido. Que eu não espere pelo ressoar dos trovões para me lembrar que o céu fala do Senhor, mas que a todo instante eu me encha dEle ao contempla-lo nas pequenas coisas.

Olhe pela janela e encontre o Senhor Deus à sua volta! Espero que os prédios não sejam tantos para o afastar da criação, e os fios em nossas cidades não nos tire a beleza do céu. Olhe ao seu redor, e ouça Deus dizer “Te amo, filho”, seja grato a Ele, seja cheio do seu amor, e lhe responda de volta “Eu amo você, Paizinho”.

Ariane Machado

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A verdade revelada em Cristo



Um menino nasceu, um filho se nos deu, o cumprimento da promessa enfim era chegado, Jesus nasceu! Mas contrariando a toda espera dos judeus, veio sem pompa, sem destaque, palácio ou coroa. Numa estrebaria, entre animais, nasceu aquele que esperavam ser o novo Rei, e essa história revive em nossos corações nesses dias.

“Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão desde agora e para sempre” – profetizou Isaías, algumas centenas de anos antes. E era essa a esperança de seus conterrâneos. Perdidos os dias de glória dos tempos de Davi, o povo que fora cativo de tantas nações ao longo dos anos de pecado e afastamento de Deus, tinha uma promessa, promessa essa que parecia se cumprir nesses dias. O Rei dos judeus nasceu!

Natanael, quando chamado para justar-se a Cristo no discipulado exclamou: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei dos Judeus”. Isaías foi muito claro, anos de espera, ele era o Rei! Eles apenas não entenderam. Jesus é mesmo Rei, mas o reino era outro. Ele não tinha a intenção de lutar contra Roma, liderar um batalhão de revoltados, expulsar os romanos, garantir o cumprimento das tradições. Não era nada disso! E poucos foram o que entenderam, e mesmo aos que foi revelado a verdade do Reino de Cristo, demoraram um pouco a viver essa verdade.

Anos ao lado de Cristo, e anos de engano. Multidões o acompanhavam e essa multidão esperava pelo que ele não veio fazer. E hoje, multidões ainda o acompanham buscando o que ele não veio dar. O reino foi revelado, os discípulos pregaram por anos e deixou registrado para nós que se tratava do reino espiritual.

Essa já não é mais a dúvida, todos entendemos isso, mas nem sempre lembramos que as coisas não são tão claras quando escritas. Temos entendido que quando os profetas revelam o reinado de Jesus, eles não apontam tão claramente o que falam. E demoramos anos para entender isso. Mas ainda acompanhamos Jesus buscando o que ele não veio dar. Não mais atrás de um trono, coroa e palácio. Buscamos milagres.

As multidões dos tempos de Jesus buscavam milagres, e muita gente hoje nas nossas igrejas buscam apenas milagres. Parecem um pouco menos mal entendidos, afinal Jesus realmente cura, liberta, restaura, recupera a visão, faz coisas extraordinárias. Mas são só sinais. Sinais do que ele realmente veio anunciar.

Os milagres, o alívio dos tormentos da nossa vida de castigados pecadores é apenas um sinal, uma amostra do reino para o qual ele nos convidou. Porque lá “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor”, e toda vez que ele curou um leproso, um coxo, deu visão a um cego, não dizia que merecemos uma vida de confortos, ele não dizia que veio para nos livrar dessas dores, ele apontava para o lugar ao qual nos convida.

Ele faz milagres sim, glória a Deus, porque Ele é Todo-Poderoso, e pode sim nos curar, não só pode como faz, mas essa não é mensagem que ele veio nos deixar. Ele não viveu o que viveu e morreu como morreu para ser um milagreiro. Jesus é muito mais do que isso, e veio para muito mais do que isso.

Cristo faz Deus conhecido, ele revela Deus, para isso ele desceu, para apresentar o Pai a nós, e a partir dele o céu se abriu, agora conhecemos Deus, porque “quem o vê, vê ao Pai” e partindo da nova vida estabelecida em Cristo, há um novo relacionamento entre os homens e Deus, nele somos chamados Filhos de Deus.

Jesus veio abrir o caminho, limpar-nos de nossos pecados, e nos conduzir ao Reino dos céus. E esse reino começa a ser vivido aqui, hoje, a cada dia. Não numa vida separada da humanidade, e das dores ligadas a ela. Mas desde agora, num novo relacionamento com Deus. Essa foi a vida de Cristo, nos guiar ao conhecimento de Deus, nos levar a ser amigos dele, e ainda filhos.

Uma nova vida, não mais vivida na carne, mas renascida em espírito, para conhecer aquele que é espírito e nos relacionarmos com ele de maneira genuína, algo que venha do mais íntimo do ser. A mensagem de Cristo não é sobre o poder de suas mãos para lutar contra Roma ou realizar milagre, mas sobre um coração com um amor perfeito dedicado a nos amar, e ele nos conduz a amar o Pai de volta, e chama-lo de Pai, viver com o Pai.

Ariane Machado

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Um convite no olhar

Há alguns meses eu conheci uma pessoa (conheci me inscrevendo entre os outros tantos seguidores que ela tem, não nos conhecemos, só eu a conheço), e foi incrível o quanto me encantei com o seu encantamento.

Já tem um tempo que gostaria de falar dela, mesmo a conhecendo tão pouco, porque eu realmente tenho dificuldade em apontar objetos ou pessoas e relaciona-las à fé, ou melhor, eu tenho dificuldade em objetivar ou personificar a fé. Porque somos perigosos e instáveis. Nós, seres humanos somos incrivelmente instáveis, e temos uma necessidade absurda de tornar as coisas palpáveis. E como eu não sei lidar com isso, não queria dar-lhes esse trabalho.

Quero deixar claro que não estou exaltando uma pessoa, é muito perigoso quando fazemos isso, e colocamos alguém num pedestal, como alguém que não erra e tal. Quero apenas compartilhar a admiração por alguém, alguém que (ao menos no aspecto sobre o qual falarei) poderia, como Paulo, chamar-nos para imitá-la. E é bom termos bons exemplos.

Lhes apresento Roberta Vicente. Não sei muito sobre ela, a conheci testemunhando sobre a reação de sua família à sua conversão, e logo vi uma fé admirável. Mas o que realmente me trouxe a escrever sobre ela foi eu ter me encantado com o encantamento dela por Jesus. Sério! É possível ver que ela realmente conheceu Jesus em sua forma de falar. O seu sorriso apresenta alguém que teve um encontro com Cristo e foi mudada por ele. O olhar dela diz que ela O ama.

Eu percebi que tenho 21 anos frequentando uma igreja, mas provavelmente as pessoas não me veem muito falando sobre Jesus, e quando o faço, não veem brilho nos meus olhos, um sorriso apaixonado em meu rosto. Não que eu não ame Jesus, mas é que o ‘costume’ nos faz perder o brilho, o encantamento, a paixão.

Digo paixão sim, porque já fui uma adolescente apaixonada e ouvi um amigo meu concordar que eu realmente estava apaixonada, ele disse que via meus olhos brilhar quando eu falava do tal rapaz. Mas nunca houve alguém que me dissesse que dava para ver o quanto eu sou apaixonada por Jesus.

Eu tenho servido incansavelmente (mesmo cansada) no serviço de Cristo. Eu tenho aprendido sobre ele há muito tempo. Eu tenho tentado levar outras pessoas a também servirem e aprenderem sobre esse Jesus, seja com os meus textos aqui, ou nos meus trabalhos na igreja, ou ainda quando tento evangelizar meus amigos. Mas eu tenho pensado que talvez eu não os esteja levando a se apaixonarem por Ele porque não há brilho em meus olhos.

Ela fala de Deus como Pai, não como alguém que sabe que Ele é pai somente porque a bíblia nos diz e nos garante isso, mas como alguém que tem experimentado ser abraçada por esse pai. Seu amigo Jesus não parece ser apenas garantido pelo versículo que diz “Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. ” (João 15:14), mas como alguém que tem experimentado da confiança e intimidade com esse amigo que é realmente um homem, que verdadeiramente nos ama e nos quer ter como amigos.

E acompanhar os vídeos da Roberta tem me levado a questionar o que eu tenho feito, e ainda mais o que eu sinto e o quanto esse sentir influencia e muda a minha vida. E se nada faz em minha vida, o que fará sobre a vida dos outros? Nada. Mas o brilho no olhar dela, ao falar de Jesus em seus vídeos, tem me levado a alguma coisa, a pensar, questionar, mudar. Não para que mais tarde alguém escreva sobre o brilho em meus olhos, mas para que nada seja em vão. Para que o meu serviço e o meu aprendizado não sejam em vão, para que mais tarde eu não perceba que nunca fui capaz de inspirar alguém a buscar o Cristo que tanto tento anunciar.

“Sedes meus imitadores como também eu sou de Cristo”, afirmou Paulo com ousadia. Os olhos de Roberta Vicente têm me dito o mesmo, e lhes convido a também buscar aproximar-se e apaixonar-se continuamente pelo nosso Senhor Jesus. 

Ariane Machado

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

E viu Deus que era bom


“Alegre-se o Senhor em seus feitos”, diz o salmista no capítulo 104 do livro de Salmos. Nos versículos anteriores o autor brinca com o livro de Gênesis. Se com seriedade e com o fim de informar-nos, Moisés descreve a criação, brincando com as palavras, e com a beleza da poesia, Davi exalta a Deus descrevendo com beleza a criação.

A separação das águas, o poder de Deus sobre a gravidade e o cuidado divino sobre suas criaturas, provendo-lhes seus alimentos e o sopro que sustenta as suas vidas. Que beleza é esse salmo! “E viu Deus que era bom” é a frase repetida em Gênesis, ao fim de cada dia da criação. “Alegre-se o Senhor em seus feitos”, assim encerra, Davi, sua descrição da grandeza do Deus criador.

E ele realmente viu que era bom, agradou-se, alegrou-se e ainda se alegra diante de sua criação. Criaturas obedientes que vivem para exaltar e anunciar seu Criador. Como poderia Deus não se alegrar diante de um projeto tão belo e bem-sucedido?!

Mas na extensa lista de feitos de Deus, há uma obra que não está presa à sua vontade, e tem o poder de escolher alegrá-lo ou não, bendizê-lo ou não, adorá-lo ou não, anuncia-lo ou não. Você.

O Senhor, nosso Criador assumiu o risco. O risco de ser rejeitado, desprezado, o risco de não ter alegria em nós, sua mais preciosa criação. Ele escolheu o risco de perder-nos para nós mesmos, porque quando escolhemos Ele, Ah! Quando escolhemos Ele, o cheiro da nossa adoração é melhor do que a das mais belas flores! As cores da nossa exaltação são mais belas do que as do pôr do sol! O som de nossa canção é mais harmônico do que o canto dos pássaros!

Davi continua o capítulo declarando: “Cantarei ao senhor toda a minha vida, louvarei ao meu Deus enquanto eu viver”. Davi, repetidas vezes, errou em suas escolhas, mas ele alegrou o coração do Pai ao ponto de ser chamado ‘segundo o coração de Deus’. E foi assim porque ele escolheu alegrar ao Senhor. Que esse seja também o nosso querer. Ainda que tenhamos o entristecido ontem, façamos valer a pena o risco que Deus escolheu correr por nós. Ame-O o tanto quanto for possível retribuir o amor dele por nós. Sirva-O o tanto quanto Jesus serviu a nós. Alegre-O, exalte-O e adore-O.

Ariane Machado

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mais um dia de menino(a)

Quem não for como criança não entrará no reino dos céus, Jesus nos ensinou isso, mas como ser como criança se nem as nossas crianças estão sendo crianças? Infâncias roubadas pela violência, pelos maus tratos, pela criminalidade, ou de forma sutil, meninas deixando de ser crianças para viver uma sensualidade que ainda não é para elas, e meninos buscando uma vida de conquistas cada vez mais cedo.

As bonecas têm sido deixadas de lado tão cedo, e os carrinhos já não tem serventia. Correr na rua para gritar “um, dois, três, salve eu!” a cada rodada de esconde-esconde já não tem sentido para a maioria das crianças, brincar de dono da rua, ou baleado é para poucos. Não vou nem culpar a “geração de cara enterrada no celular”, mas ao afastamento da inocência, culpo as preocupações que têm chegado antes da hora, e a infância se vai.

Nós mais velhos, temos, talvez, vivido sérios demais, com preocupações demais, mesmo tendo nos esbaldado nas brincadeiras que tínhamos, mas as deixamos de lado. Assumimos o disfarce de adultos, pegamos todas essas responsabilidades, e a maioria das evidências das crianças que fomos é apagada. Talvez voltem à tona ao olharmos as fotos, ou nas reuniões de família. Mas você se lembra da criança que costumava ser?

A bíblia nos instrui a sermos como crianças não para vivermos brincando de boneca, carrinho, comidinha e outras brincadeiras. Creio que a bíblia se refere à leveza das crianças, à facilidade que elas têm em perdoar, em esquecer, deixar ‘pra lá’, e seguir. Não se prender a aparências, ao que o outro falou, e tantas coisas que limitam os adultos.

Talvez “ser como criança” seja sobre o amor também, a sinceridade com a qual a criança ama, e se entrega, confia. Deus nos convida a ser suas crianças, seus filhos. Confiarmos nele como uma criança confia em seu pai, olhar para ele com a admiração que uma criança olha para seus pais, desejando ser como eles, e ele realmente nos convida a ser como Ele. A depender dele, a entregar-nos a ele.



Eu vos trouxe um vídeo, O outro pequeno príncipe – feito por Bianca Mol, e não sei se ela é cristã, qual a sua fé, mas não precisamos e não devemos ficar presos achando que só podemos aprender com o que é “gospel”. Acho os vídeos dela cheios de beleza e fofura, e os convido a assistir aos outros!

Nesse vídeo, a Bianca nos apresenta uma criança, um menino sonhador, cheio de imaginação, inocente, leve, que só queira ajudar as pessoas, viajar e certamente se divertir, e ele o faz por anos, mas a vida adulta chega até ele, como a todos nós. E o pequeno príncipe já não se lembra de quem foi o pequeno príncipe menino, já não lembra o que ele fez, o que ele sonhou, e quem ele era em essência, o que o movia. As responsabilidades, o dia a dia, a rotina, o tempo, os anos deixam essas coisas descoloridas.

O personagem da Bianca precisa de um novo príncipe para lembrar-lhe de quem ele fora um dia, uma criança como ele. Simplesmente para ver beleza dos nossos dias já devíamos esforçar-nos em manter-nos criança, para ter o encanto dos seus olhos. E ainda mais nós, que nos baseamos na palavra de Deus, devemos nos fazer como crianças, todo dia, e renovar os nossos sonhos, nossa fé, nosso amor pelo Pai, e entregar-nos a ele dia após dia. Não esquecendo da criança que nós fomos, e nem de quem queremos ser, parecidos com o nosso Pai Celestial.

Ariane Machado

domingo, 25 de setembro de 2016

Reincidentes por gerações


“Você não sabia com quem estava, Israel? Você não conheceu quem te salvou? Quem te protegeu, te cuidou, te amou. Oh Israel, para onde olhaste por todo esse tempo? Oh noiva, o que impediu de seus olhos ver o agir de Deus? Seus ouvidos, para que servem, se não podem ouvir a voz do teu Pai? Oh regatado povo, o que fazes? ”

Essas linhas podiam ser direcionadas ao histórico povo de Israel, e como podia. Na verdade, em outras palavras, de diversas formas foram ditas sim. Ditas para o povo que viu Deus de perto, o povo resgatado, como um filho órfão que recebeu um nome, ganhou um Pai, um novo caminho a trilhar e um glorioso futuro lhes foi prometido.

Mas diversas vezes esse mesmo povo foi advertido. Pessoas que viveram as maravilhas de Deus, mas lhe viraram as costas incansavelmente. Se Deus não respondia, se a resposta não os agradava, se Deus “ousava demorar”, ou sem motivo algum. Bastava ter diante de si culturas, povos e divindades diferentes, que Israel abandonava o Deus que os amava, deles cuidava e protegia, e se curvava a deuses pagãos.

E com a mesma facilidade que o povo que andou ao lado de Deus abriu mão dele, isso se repetiu no novo testamento. Pedro, um dos discípulos mais próximo de Cristo o negou, trocando-o, não por deuses, mas por sua vida. E também outros que andaram com Jesus, pessoas que ouviram suas palavras, presenciaram seus milagres, comeram com ele, mas perderam suas esperanças e voltaram a suas velhas vidas diante da morte do Mestre. Como que não conheciam aquele a quem seguiram e ouviram.

E assim também foi com a igreja, não nós ainda, mas a igreja admoestada por Paulo, a igreja que recebeu cartas dele as advertindo acerca da entronização dele ou de Apolo, em Corinto. Ou a entronização da lei por parte do povo salvo pela graça, em Galácia, Assim foi em cada cidade, em cada tempo, o povo de Deus se afastando Dele. A nação sobre a qual Deus sempre esteve presente, fosse numa coluna de fogo, nas palavras de um profeta, na personificação do Filho, ou na presença do Santo Espírito, sempre encontrou um jeito de colocá-lo em segundo plano e se fazer escravo.

E mesmo fora das páginas da bíblia a história se repete, “Por isso ainda faço denúncias contra vocês, diz o Senhor, e farei contra os seus descendentes” (Jeremias 2:9 NVI), porque nós, descendência, repetimos os mesmos erros de nossos pais. A bíblia diz que é sábio aquele que aprende com a desgraça do tolo, mas ainda não vi a geração que usa as lições dos outros para trilhar o caminho de Deus. Pelo contrário, cada geração insiste em errar de igual modo, insiste em ter suas próprias experiências, entregando-se a qualquer coisa além de Deus, aprisionando-se a qualquer coisa que atravesse o nosso caminho.

Somos mais uma geração a quem as palavras do início desse texto se adequam, um povo que não conhece o seu Deus, mas se deixa ser servo de seus próprios desejos. Uma noiva insensível à voz de Deus, uma noiva manchada, uma noiva que não se preserva para o seu noivo, que nem mesmo conhece a imensidão do amor dele. Mas se entrega à menor das ofertas.

Conheçamos o nosso Deus, oh igreja, e saberemos que ainda há chance de sermos somente dEle, que a impureza do nosso vestido pode ser limpa com o sangue do Cordeiro. E podemos ser livres de amarras. Uma noiva pronta para a chegada do Santo Noivo.

Ariane Machado

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Reflexo do amor


Escolhemos feriados para movimentar nosso comércio, ainda que haja bons motivos para os estabelecer, em nossos anos os motivos são esquecidos e a única intensão é encher o consumidor de ofertas e a obrigatoriedade de oferecermos um presente.

Mas talvez a data comemorativa em que o comércio é mais fraco é o que aconteceu na última semana, o segundo domingo de agosto. As vendas de agosto em nada se comparam com as vendas de maio, quando todo mundo vai para as ruas e não deixa de encontrar um presente para sua mãe. Mas em agosto, o feriado chega com menos força, o dia dos pais é esquecido por uns, ignorado por outros, vivido quase forçado por outros tantos.

Claro que existe relações admiráveis, filhos que fazem questão de mostrar sua gratidão e amor por seu pai nessa data e em todo o ano. Heróis da infância que perduram como um homem admirável para seus filhos, por toda a vida. Filhos que choram a ausência de seus pais, mas com gratidão no coração pelos muitos “segundo domingos” que passaram com ele.

Mas não se pode negar que a figura do pai foi bastante prejudicada por algumas falhas recorrentes dessa classe. Não quero fazer um texto sobre o dia dos pais lembrando aos pais suas falhas, quero apresentar aos filhos um outro pai, ou lembrar-nos de uma outra figura paterna.

Creio que a família e os demais relacionamentos foram criados, principalmente, para através deles, termos um vislumbre de Deus. O amor de uma mãe, refletindo o amor mais próximo ao que Deus dedica a nós; na confiança de um amigo, um pouco do quanto Jesus quer ser nosso amigo; nos conselhos dos avós, a sabedoria de Deus.

Mas, e o pai? O pai que em muitas relações não é ninguém além do provedor, o pai que, às vezes, sabe usar apenas sua força e poder. Pais que em nada refletem quem Deus quer apresentar a nós. E então, crescemos filhos que não conhecem o amor do pai, e têm dificuldade em aceitar o amor do Pai Celestial.

Ah, mas tem pais que sabem ser canal do amor do Pai, que dão algumas das melhores lembranças que um filho pode ter, que geram os melhores sentimentos, blindagens para as dificuldades que hão de vir, autoridade para enfrentamentos futuros. Pais que geram aos filhos, maturidade emocional para serem pais ou mães capazes de refletir o Pai celestial.

O Pai que é perfeito, que aos filhos que têm um bom pai se revela diariamente, no amor, no cuidado, no carinho, no abraço. E aos que tem se decepcionado com seus pais terrenos e neles em nada encontra o Deus Criador, Ele se revela, trazendo a todos a possibilidade de uma adoção, não de papel, não mudando de nome, sem mudar de casa ou de família, mas manifestando sua graça salvadora, seu amor acolhedor, criando um recomeço, uma nova história de aconchego, tirando os medos, a rejeição, a imaturidade emocional e tudo que pode ser causado pela ausência desse amor. Sendo Pai, sendo amor.