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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Por Amor Aos Patriarcas



Lembro-me quando escrevi sobre Roberta Vicente e seus olhos que brilhavam ao falar de Jesus, mostrando sua paixão, seu amor por Cristo. Influenciando a tantos ou pelo menos a mim, a ser um pouquinho mais como ela, amar mais, olhar mais para Cristo. Vendo-a fazer escolhas se pondo completamente dependente de Deus, e deixando o dinheiro em segundo plano, ou em terceiro, quarto...
Hoje eu quero falar sobre outra pessoa que tem me inspirado a um novo nível e um novo caminho no conhecimento de Deus. Não o vejo em tantos vídeos como Roberta para falar se seus olhos brilham ou não, mas vi alguns vídeos, tive algumas aulas e tenho ouvido muito dele em podcasts, inclusive um conduzido por ele, e lido também coisas que ele tem produzido e já ansiosa para ler seu livro Por Amor Aos Patriarcas. E se não vejo o brilho de seus olhos, eu vejo seu esforço, vejo suas conquistas em seus estudos, como é movido pelo amor de Deus, pelo amor de Deus a um povo, pela fidelidade de Deus a uma promessa.
Este é Igor Sabino, apaixonado pelos judeus, pelos árabes e por todo contexto do oriente médio, baseado não em uma partida de futebol como a me levou a olhar com carinho para os turcos, nem baseado na cultura pop que leva tantos olhares ao Estados Unidos, mas baseado nas escrituras. Sua paixão me levou a olhar para os judeus como eu nunca tinha olhado, mesmo cristã há 25 anos, nunca fui levada a amar nem odiar os judeus, nunca os culpei pela morte de Cristo, mas tampouco os amei como o Israel de Deus.
Me constrange saber que a Bíblia é tão enfática e constante em falar desse amor, mas que vaidosos como somos, pegamos as promessas de um povo e colocamos sobre nós, que nos autodenominamos Israel de Deus, que ignoramos a herança de sangue e até mesmo o contexto do nascimento de Jesus e nos colocamos num lugar que não é nosso.
Mas hoje vejo nosso erro, e me obrigo a uma posição diferente em busca de conhecê-los mais, me inspirando um pouco nos passos de Igor, talvez eu não vá a Israel, mas se daqui de longe posso amá-los o farei, se daqui de longe posso orar por eles o farei, se daqui de longe posso convidar-te a olhar para eles o farei, a olhar para a Bíblia, olhar para Paulo reafirmando o amor de Deus e olhar para todo o Antigo Testamento e todo amor, todo o plano de Deus, todas as promessas, todas as revelações, todo o cuidado e toda paciência de Deus para um povo amado por ele, cuidado por ele, gerado por ele, por amor a Abraão, Isaque e Jacó, por amor aos seus servos fiéis, e ele continua a amar o velho Israel, o novo Israel e eterno Israel de Deus.
Eu não tenho o mesmo alcance que Igor, mas se um dos meus leitores não o conhece, quero apresentá-lo a esse único leitor e te convidar a conhecer seu podcast, seu curso e seu livro POR AMOR AOS PATRIARCAS, que provavelmente nos fará mergulhar nesse amor, nas promessas, no que a bíblia revela, mas que distraidamente, senão por egocentrismo, temos ignorado por tanto tempo.


domingo, 25 de setembro de 2016

Reincidentes por gerações


“Você não sabia com quem estava, Israel? Você não conheceu quem te salvou? Quem te protegeu, te cuidou, te amou. Oh Israel, para onde olhaste por todo esse tempo? Oh noiva, o que impediu de seus olhos ver o agir de Deus? Seus ouvidos, para que servem, se não podem ouvir a voz do teu Pai? Oh regatado povo, o que fazes? ”

Essas linhas podiam ser direcionadas ao histórico povo de Israel, e como podia. Na verdade, em outras palavras, de diversas formas foram ditas sim. Ditas para o povo que viu Deus de perto, o povo resgatado, como um filho órfão que recebeu um nome, ganhou um Pai, um novo caminho a trilhar e um glorioso futuro lhes foi prometido.

Mas diversas vezes esse mesmo povo foi advertido. Pessoas que viveram as maravilhas de Deus, mas lhe viraram as costas incansavelmente. Se Deus não respondia, se a resposta não os agradava, se Deus “ousava demorar”, ou sem motivo algum. Bastava ter diante de si culturas, povos e divindades diferentes, que Israel abandonava o Deus que os amava, deles cuidava e protegia, e se curvava a deuses pagãos.

E com a mesma facilidade que o povo que andou ao lado de Deus abriu mão dele, isso se repetiu no novo testamento. Pedro, um dos discípulos mais próximo de Cristo o negou, trocando-o, não por deuses, mas por sua vida. E também outros que andaram com Jesus, pessoas que ouviram suas palavras, presenciaram seus milagres, comeram com ele, mas perderam suas esperanças e voltaram a suas velhas vidas diante da morte do Mestre. Como que não conheciam aquele a quem seguiram e ouviram.

E assim também foi com a igreja, não nós ainda, mas a igreja admoestada por Paulo, a igreja que recebeu cartas dele as advertindo acerca da entronização dele ou de Apolo, em Corinto. Ou a entronização da lei por parte do povo salvo pela graça, em Galácia, Assim foi em cada cidade, em cada tempo, o povo de Deus se afastando Dele. A nação sobre a qual Deus sempre esteve presente, fosse numa coluna de fogo, nas palavras de um profeta, na personificação do Filho, ou na presença do Santo Espírito, sempre encontrou um jeito de colocá-lo em segundo plano e se fazer escravo.

E mesmo fora das páginas da bíblia a história se repete, “Por isso ainda faço denúncias contra vocês, diz o Senhor, e farei contra os seus descendentes” (Jeremias 2:9 NVI), porque nós, descendência, repetimos os mesmos erros de nossos pais. A bíblia diz que é sábio aquele que aprende com a desgraça do tolo, mas ainda não vi a geração que usa as lições dos outros para trilhar o caminho de Deus. Pelo contrário, cada geração insiste em errar de igual modo, insiste em ter suas próprias experiências, entregando-se a qualquer coisa além de Deus, aprisionando-se a qualquer coisa que atravesse o nosso caminho.

Somos mais uma geração a quem as palavras do início desse texto se adequam, um povo que não conhece o seu Deus, mas se deixa ser servo de seus próprios desejos. Uma noiva insensível à voz de Deus, uma noiva manchada, uma noiva que não se preserva para o seu noivo, que nem mesmo conhece a imensidão do amor dele. Mas se entrega à menor das ofertas.

Conheçamos o nosso Deus, oh igreja, e saberemos que ainda há chance de sermos somente dEle, que a impureza do nosso vestido pode ser limpa com o sangue do Cordeiro. E podemos ser livres de amarras. Uma noiva pronta para a chegada do Santo Noivo.

Ariane Machado